2022/05/09

Projeto de lei que prevê punição para assédio moral no serviço público é aprovado na ALMT

 

Proposta legislativa foi tramitava desde 2019 e agora segue para análise da Procuradoria Geral e depois para sanção ou veto do governador Mauro Mendes (União Brasil).

Deputado estadual Lúdio Cabral em tribuna na Assembleia Legislativa — Foto: AL/Divulgação

 

O projeto de lei que pune assédio moral no serviço público foi aprovado, nessa quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A proposta agora vai a sanção do governador Mauro Mendes (União) depois de passar pela análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE) em um prazo de 15 dias.

 

O texto aprovado prevê como assédio moral os diversos atos de desrespeito e discriminação praticados no ambiente de trabalho no serviço público. As penalidades variam conforme a gravidade de cada caso, passando de advertência, suspensão, destituição de cargo em comissão e função comissionada até a demissão.

De acordo com o autor do projeto, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), esse é um dos principais motivos para o adoecimento de servidores. Além disso, a lei também estipula a criação de comissões de conciliação e medidas protetivas, contando com cursos de prevenção, debates e palestras que promovam a conscientização sobre esse assunto.

 

O projeto de lei havia sido apresentado inicialmente em outubro de 2019 e, logo em seguida, votado na comissão de trabalho e administração pública.

 

Em 2020, a proposta passou em primeira votação no plenário e, em maio do ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deu um parecer contrário ao projeto original. Os deputados derrubaram esse parecer e a proposta avançou para a segunda votação no plenário, que agora seguiu para sanção do governador.

 

Justificativa

Na justificativa do projeto de lei, o deputado Lúdio disse que é necessário tirar a discussão do assédio moral dos consultórios de psicólogos e levá-lo para onde isso acontece na prática, no ambiente de trabalho e especificá-lo em uma lei adequada.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) — Foto: Assessoria

 

 

Segundo o deputado, essa é uma questão que passa à margem do debate público e do escrutínio das autoridades, afetando os servidores de forma silenciosa.

 

"Problema quase clandestino e de difícil diagnóstico, é bem verdade. É preciso barrar o abuso de poder dos superiores hierárquicos, e um dispositivo legal contribuirá para prevenir o assédio moral no mundo do trabalho, aí se incluindo a administração pública", justificou na proposta.

 

Ele ainda comparou, como exemplo, o caso de um prefeito do Rio Grande do Sul que perseguiu uma servidora por ter denunciado um problema de dívida do município ao Ministério Público.

 

Segundo o texto de lei, a ação que humilha os subalternos é mais prejudicial à saúde do que se imagina, porque a constante humilhação leva a doenças acentuadas, uma vez que esses atos ferem a dignidade do trabalhador.


G1 MT

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os recados postados neste mural são de inteira responsabilidade do autor, os recados que não estiverem de acordo com as normas de éticas serão vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros.

Featured post