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| Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto |
Um mutirão realizado na Vara de
Execuções Fiscais de Cuiabá conseguiu resgatar R$ 15 milhões em débitos devidos
ao Estado de Mato Grosso. Cada uma das contas, cobradas na ação realizada pela
Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT)
variava até R$ 22 mil e era oriunda de débitos com IPTU, ICMS, ISSQN e multas
relativas ao trânsito e meio ambiente.
A medida foi necessária por conta
de uma lei estadual que determina que processos até esse valor não devem mais
ser propostos pelo Executivo no Judiciário Estadual, devendo o Governo tentar
recebê-los extrajudicialmente.
De acordo com o juiz auxiliar da
CGJ, José Arimatéa Neves Costa, esses valores foram bloqueados via Bacenjud,
sistema desenvolvido pelo Banco Central com o objetivo de confiscar do devedor
a quantia devida por meio de determinação judicial. O valor está depositado na
conta do Judiciário mato-grossense e será transferido para o Estado, caso a
caso, de acordo com a análise e aceitação por parte do Governo.
"Nessa gestão temos como
foco principal recuperar esse passivo antes que o processo prescreva, o que
ocorre em cinco anos. Assim, conseguimos dar efetividade a esses processos e
recuperar o que é possível. Esses R$ 15 milhões já estão na conta do Poder
Judiciário para ser transferido para o Estado. Neste momento de crise que o
Estado passa, esse valor é um crédito ótimo entrando nos cofres do Executivo,
tendo em vista que ele pode dar a destinação que ele quiser, pode ser usado
para pagamento de folha, investimento, custeio, ou seja, pode ser investido em
qualquer área", explica o juiz.
Além da recuperação do crédito,
outro benefício foi constatado. Também serão finalizados os 7.080 processos de
executivos fiscais estaduais nos quais estavam registradas as dívidas que, com
o pagamento, serão extintos. "Essa é a forma ideal do processo de executivo
fiscal ser extinto, pelo pagamento. Não podemos esperar o processo prescrever.
O Judiciário quando recebe um processo desses não pensa em deixá-lo parado até
que chegue o momento da prescrição. O Estado propõe a ação pensando em receber
e a Justiça cumpre o seu papel de propiciar o recebimento da dívida",
pontua Arimatéa.
O mutirão realizado tem o nome de
regime de exceção e ocorre quando há um acúmulo excessivo de serviço em
determinada unidade judiciária. A vara de Execuções Fiscais de Cuiabá,
atualmente, é dividida em dois gabinetes por conta do número de processos,
sendo um para os executivos fiscais estaduais, que somam quase 19 mil, e outro
para executivos fiscais municipais, que totalizam, aproximadamente, outros 60
mil.
Terminado esse trabalho nos
executivos fiscais estaduais, a Corregedoria começa agora a análise dos
executivos fiscais municipais, ação que deve durar até setembro de 2019. Nesse
gabinete, o valor das ações será de até R$ 15 UPFs (Unidade Padrão Fiscal), que
nos mês de junho de 2019 vale de R$ 142,96.
Olhar Direto
Vinicius Mendes
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