Mesmo sob chuva forte, ele quis
vir para a Capital. Os pais o levaram para a rodoviária da cidade, mas o ônibus
já tinha partido. A funcionária da rodoviária informou que um outro ônibus
partiria de Nova Olimpia às 23h. Leandro teria insistido para levá-lo até o
município, que é vizinho de Denise.
O ônibus atrasou e Leandro
embarcou quase 2h da madrugada de quarta (7). Os pais voltaram para casa.
Depois das 5h, os pais viram que o filho estava on-line pelo WhatsApp e não
respondia as mensagens. No início da tarde de quinta (8), o pai de Leandro viu
que o filho estava on-line, ligou para ele e pôs a mulher para falar com ele.
A conversa durou por volta de um
minuto. Leandro disse que estava cansado, corrido para uma documentação de
emprego oferecido ou intermediado por essa mulher na região do CPA e que não
podia falar por telefone enquanto estivesse na empresa, além de pedir para não
ligar para ele. A mãe estranhou a ligação rápida e o tom da voz do filho, que
avaliou como perturbada e nervosa.
Outro agravante que podia ir
contra a explicação rápida dada pelo filho é que, na quinta (8), era
aniversário de 302 anos de Cuiabá. Assim, era feriado na cidade e não haveria
expediente na maioria das empresas. Logo, não tinha como Leandro agilizar documentação
ou trabalhar, já que as empresas poderiam estar fechadas.
Os pais dizem que, desde a tarde
de quinta (8), o filho não responde as mensagens e não atende as ligações.
Quando ligam no número de Leandro, uma voz eletrônica diz que a ligação vai
cair para caixa postal ou que o celular está desligado. Familiares e amigos da
família dos pais, que moram na Baixada Cuiabana, estão a procura dele em
Cuiabá.
RDNEWS

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