De estrutura robusta, se apresentava como policial militar da Rotam. Usava calça leg de estampa camuflada preta branca. Vestia uma camiseta escolar azul e tênis rosa.
Rapto ocorreu por volta das 13h, na policlínica do Coxipó, enquanto a mãe da criança estava em consulta no ambulatório médico. Testemunhas disseram ter visto a suspeita arrastando a criança pelo braço até um ponto de ônibus nas imediações e depois desapareceu ao embarcar em um coletivo.
Ao sair do ambulatório com a avó da criança, uma mulher de 80 anos, a vendedora Adriana Martins, 32, começou a procurar o filho. Pacientes e acompanhantes que aguardavam na recepção disseram ter visto a mulher deixar o local com ele.
Adriana correu até o ponto de ônibus mas não localizou mais a criança. A partir daí começou o drama em busca do único filho. Ela disse que foi com a mãe, que é hipertensa e sofre de depressão, procurar atendimento por conta de uma queda de pressão. Chegaram ao local por volta das 11h e às 13h foram chamadas para o ambulatório.
Como haviam várias pessoas no saguão, não pensou que pudesse acontecer algo de grave. Ela então pediu ao filho que ficasse sentado, aguardando a mãe e a avó, até o término da consulta.
Logo que constatou que a criança foi raptada, questionou as enfermeiras e funcionários do local sobre a suspeita, quando foi informada que ela estava na unidade desde cedo. Teria comentado que é policial e que foi ao local para pegar medicamentos para o marido, que segundo ela era usuário de drogas.
Outras pessoas que aguardavam consulta disseram que quando ela viu a criança sozinha se aproximou e começou a dizer que conhecia a família, era amiga da mãe dela. As pessoas não suspeitaram e não impediram ela de levar o menino.
Desesperada Adriana tentava manter contato com o marido, que é caminhoneiro e está em viagem. Assegura que não vinha sofrendo ameaças ou suspeita de que o rapto tenha alguma motivação pessoal.
Lembra que o filho é uma criança alegre e desinibida e que tem facilidade para fazer novas amizades. O maior medo dela é que realmente a mulher que raptou o seu filho seja usuária de drogas ou conviva com algum criminoso e que a vida dele esteja correndo perigo.
Logo após o rapto a Polícia Militar foi acionada e agora a investigação do rapto está sob responsabilidade do delegado Flávio Henrique Stringetta, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Equipes de policiais se mobilizam em toda Capital.
Silvana Ribas, repórter do GD
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