O especialista da ONU Mulheres
Julien Pellaux alertou que se nada for feito, a paridade salarial entre homens
e mulheres vai levar 170 anos para ser alcançada. Em entrevista à ONU News, em
Nova York, nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher. Pellaux disse
que as Nações Unidas estão “dando início a várias campanhas para promover esse
assunto, que na verdade é um assunto político”.
“Tem que ter vontade política, uma
resolução política de querer mudar isso. As disparidades salariais entre os
sexos não vão se fechar naturalmente. É preciso ter um impulso importante dos
governos do mundo todo para (reduzir) essas disparidades,” falou.
Pellaux disse que as leis
trabalhistas em muitos países prejudicam as mulheres. “É difícil acreditar: em
mais de 155 países existem leis discriminatórias contra as mulheres em assuntos
econômicos. Podem ser leis que tentam proteger as mulheres de certos trabalhos
que podem ter consequências de saúde, mas que na verdade impedem as mulheres de
encontrar os mesmos trabalhos que os homens. Ou podem ser leis, por exemplo,
que impedem as mulheres de trabalhar na agricultura.”
Para o especialista da ONU, essas
leis discriminatórias têm um papel muito grande na criação de disparidades
entre homens e mulheres. Ele deixou claro que a disparidade salarial não
discrimina e acontece em países ricos ou pobres e disse que, apesar das
dificuldades, a expectativa da ONU Mulheres é alcançar a paridade salarial
entre os sexos até 2030.
Para atingir esse objetivo, a
organização lançou uma campanha para acabar com as leis discriminatórias até
2021. A iniciativa conta com o apoio de diversos países e parceiros. A ONU
Mulheres também quer impulsionar o empreendedorismo feminino e trabalhar com os
governos para que as mulheres tenham maior participação nos contratos públicos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Todos os recados postados neste mural são de inteira responsabilidade do autor, os recados que não estiverem de acordo com as normas de éticas serão vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros.