Gerentes que comandavam o esquema
foram presos na manhã desta sexta-feira
14 pessoas envolvidas em um esquema
milionário de desvio de mercadorias foram presas na operação
"Confidere", deflagrada nesta sexta-feira (31), pela Polícia
Judiciária Civil de Sorriso, para cumprimento de mandados de prisão preventiva,
sequestro de mais de R$ 7 milhões em bens e 9 buscas e apreensões em 3 cidades
do Nortão de Mato Grosso.
A polícia deteve 9 dos suspeitos em
Sorriso, 3 em Sinop e 2 em Tangará da Serra. O delegado de Sorriso, Bruno
Sérgio Magalhães Abreu, confirmou que cinco dos presos são gerentes da empresa
vítima e tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos. Os demais foram
autuados em flagrante por receptação qualificada.
Os cinco gerentes são: Fernando Rodrigues
da Silva, apontado como o líder da quadrilha e gerente de vendas da empresa;
Marcos Silva (gerente); Ricardo Alves de Oliveira Ferreira (gerente de
expedição), Fábio dos Santos Alexandre (representante comercial da empresa, em
Tangará da Serra) e Márcio Boria (gerente de expedição em Rondonópolis).
As buscas foram em empresas e
residências dos suspeitos ligados ao esquema. Nos locais, foram apreendidos
folhas de cheques de bancos diversos e vários metais como tubos, bobinas entre
outros.
A investigação iniciou em janeiro
deste ano, depois da denúncia de uma empresa do ramo de fabricação e exportação
de aço, a Aço Metal, sediada em Sinop, por suspeita de que gerentes de alta
confiança do estabelecimento estariam desviando materiais, por meio do cancelamento
de notas fiscais.
A vítima é um empresário Antônio
Contini, ex-prefeito de Sinop, que teve prejuízo que ultrapassa os R$ 15
milhões.
Em 2015, essa mesma empresa entrou
com pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 38 milhões. Mas esse não
seria o motivo da denúncia e, sim, o fato de inúmeras reposições do estoque sem
aparentes explicações e também o cancelamento de notas fiscais emitidas pela
própria empresa vítima, como se o material comercializado não tivesse saído do
depósito.
Na investigação, presidida pelo
delegado Bruno Sérgio Magalhães Abreu, foi detectado 1.200 notas fiscais
emitidas e canceladas pela empresa credora no período de dois anos, totalizando
mais de R$ 13,5 milhões em mercadorias supostamente devolvidas ou desistência
de compras.
A Polícia Civil apurou o
envolvimento de empresas de Sorriso, na receptação dos produtos comercializado
fraudulentamente. "A vítima detectou uma nota cancelada em uma empresa de
Sorriso, fizemos vigilância e comprovamos que o material foi entregue e a nota
cancelada", explicou o delegado.
Conforme o delegado, recentemente
foi descoberto um furto da empresa da vítima e na apuração chegou-se a empresa
receptadora dos produtos em Sorriso. "A partir daí iniciamos uma
investigação mais detalhada e foi descoberto que 5 gerentes vêm há anos roubando
de forma gritante a empresa que trabalham", disse.
Os produtos desviados eram
receptados por empresas da região, sendo 4 empresas de Sorriso, 3 de Lucas do
Rio Verde, 1 de Alta Floresta, 1 pessoa física em Tangará da Serra, 1 em Barra
do Bugres e suspeita de uma empresa em Tapurah, em concluío com os gerentes da
Aço Metal
Os funcionários desde que passaram
a operar o esquema acumularam patrimônios milionários, incompatíveis com os
salários de R$ 4 mil, que cada um ganha. Eles responderão por crimes de organização
criminosa, mediante a distribuição de tarefas, furto mediante fraude, abuso de
confiança e concurso de pessoas.
"Estamos também investigando
alguns crimes de lavagem de dinheiro praticados por um deles, tendo em vista
que estão tentando ocultar bens em nome de terceiros. As empresas receptadoras
vão responder por receptação qualificada e todas por crimes contra a ordem
tributária, em razão dos produtos entrarem e saírem das empresas sem que o
fisco fique sabendo. Será solicitada uma autoria em todas as empresas, por
suspeita de irregularidades cometidas", finalizou o delegado Sergio Abreu.
Na investigação, a Polícia Civil
representou pelo sequestro de mais de R$ 7 milhões em bens, referentes a carros
de luxo, como BMW e fazendas, adquiridas ilicitamente pelos envolvidos.
GC Notícias
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