2017/03/30

Em MT, sargento é internado com Guillain-Barré, após ter zika

Em MT, sargento é internado com Guillain-Barré, após ter zika

O PM está na UTI com parte do corpo paralisado

Um sargento da Policia Militar foi diagnosticado com a síndrome de Guillain-Barré e a está internado com paralisia no corpo na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Rondonópolis.
Segundo informações de uma irmã, Francisco de Arraes Cabral, de 50 anos, estava com febre há três dias e na tarde de ontem, ao ir visitar a mãe também está internada na UTI do Regional com arritmia cardíaca no regional, passou mal e teve que ser levado as pressas para a unidade de terapia.
A equipe médica da unidade de saúde fez exames com a coleta de material da medula e resultou positivo. Com a confirmação, foram feitos outros exames para descobrir como surgiu a síndrome e o resultado foi Zika positivo.
Ainda de acordo coma irmã, o estado do policial é estável. Ele já tomou duas medicações do tratamento e está esperando chegar outras seis doses de Cuiabá para dar segmento. Francisco está com o lado direito do corpo paralisado e tem dificuldade para falar. O sargento é natural de Juscimeira e mora em Cuiabá.
Na última semana ele fez o trajeto da capital a Juscimeira, visitou a mãe que estava internada no Hospital Municipal de Jaciara e também foi a Rondonópolis. Ainda não se sabe onde ele contraiu a Zika que deu origem a síndrome.
Guillain-Barré
A síndrome começa a se manifestar por formigamento nos pés e pernas. A sensação tem caráter ascendente, ou seja, vai subindo para os joelhos, coxas, mãos e braços.
O formigamento e a alteração da sensibilidade dos membros vêm acompanhado de fraqueza nos músculos e paralisia. Os sintomas podem atingir os músculos da face e da respiração, o que faz com que o paciente precise ser tratado em unidades de terapia intensiva (UTI).
A síndrome é um acometimento dos nervos por descontrole do sistema imunológico, que ataca os próprios nervos e a pessoa tem dificuldade motora, como movimentar pernas e braços. Se chegar ao sistema nervoso central ou ao coração, por exemplo, a síndrome pode levar a morte. A síndrome de Guillain-Barré ocorre, na maioria das vezes, algumas semanas após uma infecção por vírus ou bactéria.
O que ocorre é que o organismo do paciente desenvolve uma reação imunológica para combater a infecção e destruir os vírus ou bactérias. Mas existem estruturas nos vírus e bactérias que são muito parecidas com a bainha de mielina, estrutura que reveste as células nervosas.
Fonte: Diário do Vale

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