As investigações iniciaram após
denúncias feita pela mãe de uma das crianças e cuidadoras do estabelecimento
PC-MT
A proprietária de um berçário em
Canarana (823 km a leste de Cuiabá), suspeita de maus-tratos e tortura
praticados contra as crianças que ficavam sob seus cuidados, teve o mandado de
prisão cumprido pela Polícia Civil, na segunda-feira (23.05), com base nas
investigações realizadas pela Delegacia do município.
No inquérito policial que corre
em sigilo, a suspeita foi indiciada por tortura, sendo o pedido de prisão
representado pelo Ministério Público e decretado pela Justiça.
As investigações da Polícia Civil
iniciaram após denúncia feita por funcionárias do berçário e pela mãe de uma
bebê de oito meses que ficava no estabelecimento. Após troca de informações, a
mãe e as cuidadoras (menores de idade) decidiram fazer o boletim de ocorrência
contra a proprietária.
A creche é a única da cidade que
pegava crianças a partir de seis meses e segundo as informações, a dona do
estabelecimento agredia as crianças com tapas, chineladas (na cabeça, nas
pernas e até no rosto), e puxões de orelha.
Entre outras situações relatadas,
havia denúncias de que a suspeita deixava algumas crianças sem alimentação como
castigo, por chorarem demais, além do caso de um bebê que tinha refluxo e ela
fazia comer o próprio vômito.
Por se tratar de caso muito
grave, desde o início dos trabalhos, as investigações correram em sigilo e da
maneira mais célere possível. Já nos primeiros dias, a Polícia Civil, junto ao
Conselho Tutelar e a Prefeitura foram até o estabelecimento, conseguindo
suspender as atividades de unidade temporariamente por 15 dias.
As primeiras a serem ouvidas
foram as cuidadoras da creche (menores de idade) e posteriormente todas as mães
que tinham filhos atendidos na unidade. Durante as investigações, foi possível
colher alguns vídeos da suspeita praticando as agressões contra as crianças
feitos pelas funcionárias, além de fotos e relatos de sinais de agressões nas
crianças, ocorridos em diversos períodos.
Com base nos elementos colhidos,
o delegado Deuel Paixão de Santana encaminhou o relatório final foi encaminhado
ao Ministério Público com indiciamento da suspeita pelo crime de tortura, sendo
representando pelo pedido de prisão que foi deferido pelo poder Judiciário.
A ordem de prisão foi cumprida
pelos policiais de Canarana na segunda-feira (23), em uma residência na zona
rural do município. A suspeita foi conduzida à delegacia para as providências
cabíveis e posteriormente colocada à disposição da Justiça.
Assessoria | Polícia Civil-MT

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