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Junto com eles, a polícia
apreendeu o valor de R$ 35.251,00 em dinheiro, além de outros itens como roupas
camufladas, arma de fogo – entre elas um fuzil .30 - e munições — Foto: Polícia
Civil de MT |
Os dois homens presos suspeitos
de fazer parte da quadrilha que assaltou duas agências de cooperativa de
crédito, em Nova Bandeirantes (MT), no dia 4 deste mês, passaram por audiência
na Justiça nesta sexta-feira (25).Um deles foi solto e o outro teve a prisão
mantida.
Eles foram presos pela Polícia
Civil na quarta-feira (23), em Nova Monte Verde, que fica a 54 km da cidade
onde aconteceu o roubo.
Junto com eles, a polícia
apreendeu o valor de R$ 35.251,00 em dinheiro, além de outros itens como roupas
camufladas, arma de fogo – entre elas um fuzil .30 - e munições.
Josias Silveira foi solto com a
condição de ser monitorado por tornozeleira eletrônica e Ednicio Pereira
Cavalcante teve a prisão em flagrante convertida prisão preventiva. A decisão é
do juiz Dante Rodrigo Aranha da Silva, de Nova Monte Verde.

Duas agências bancárias foram alvos de assaltantes na manhã desta sexta-feira (4) em Nova Bandeirantes — Foto: Divulgação
Segundo analisado pela Justiça,
Josias foi preso em uma revendedora de carros quando tentava comprar um veículo
no valor de R$ 21 mil.
Ednicio foi preso em seguida após
ter a localização revelada por Josias. Com ele os policiais encontraram R$ 2,3
mil em dinheiro.
O magistrado entendeu que Josias
estava ajudando Ednicio e se esconder dos policiais. Já Josias não teve a
participação comprovada diretamente no assalto.

Assalto no estilo Novo Cangaço em Nova Bandeirantes (MT) — Foto: Divulgação
No entanto, há indícios de que
Ednicio participou diretamente do roubo e conseguiu fugir e se esconder dos
policiais durante mais de 20 dias. Ele é apontado como um dos assaltantes que
estava armado e fez disparos para o alto.
Josias teve a liberdade
provisória concedida pelo juiz com as seguintes medidas cautelares:
Proibição de se mudar de
residência ou ausentar da cidade sem prévia comunicação ao Juízo;
Proibição de manter contato com
Ednicio Pereira Cavalcante, porqualquer meio de comunicação;
Proibição de frequentar a
residência das vítimas;
instalação de tornozeleira
eletrônica;
Além de impor a tornozeleira em
Josias no prazo de 96 horas, o juiz também decretou a quebra de sigilo
telefônico da dupla.
Assaltante morto.
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Diego Almeida Costa, de 31 anos, é apontado pela polícia
como integrante da quadrilha que assaltou duas agências bancárias, com reféns,
no dia 4 deste mês — Foto: Instagram/Reprodução
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O suposto assaltante que foi
morto em confronto com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no
começo desta semana postava mensagens motivacionais e de fé em uma rede social.
Diego Almeida Costa, de 31 anos,
é apontado pela polícia como integrante da quadrilha que assaltou duas agências
bancárias, com reféns, no dia 4 deste mês.
Além dele, outros cinco assaltantes foram mortos em dois confrontos com a polícia: Maciel Gomes de Oliveira, 36 anos; Luiz Miguel Melek, 39; Romaro Batista de Oliveira, 35; Waldeir Porto Costa, 25; e Adailton Santos da Silva, 40.
Diego se identificava como funcionário de uma empresa de energia solar com sede no nordeste brasileiro.
Dinheiro foi recuperado com assaltantes mortos — Foto:
Divulgação
Em 20 dias de operação para recuperar o dinheiro roubado das
cooperativas de crédito de Nova Bandeirantes e prender os responsáveis pelo
crime, as forças de segurança já conseguiram apreender mais de R$ 288 mil do
dinheiro roubado, além de identificar oito suspeitos envolvidos no crime.
Policiais recuperaram mais R$ 45 mil em mata — Foto: Polícia
Militar
Desde o dia do assalto, mais de
120 agentes da segurança têm trabalhado para solucionar o crime, identificar e
deter os responsáveis que participaram direta ou indiretamente da ação.
Confrontos
No dia 10 de junho, quatro
suspeitos fugiram após avistar uma barreira policial. O Bope foi acionado e,
durante as buscas em uma região de mata, os policiais foram surpreendidos por
disparos.
Os quatro suspeitos foram
atingidos e foi prestado atendimento médico, mas eles não resistiram. Foram
recuperados R$ 164.731,25 do dinheiro roubado, além de armas, munições, roupas
camufladas, entre outros.
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Mais de 120 policiais das forças especiais e Bope procuram
em mata assaltantes que roubaram dois bancos em Nova Bandeirantes — Foto:
Divulgação |
Já na segunda-feira (21), dois
suspeitos, também ao avistar uma barreira policial próxima ao município de Nova
Monte Verde, fugiram para uma região de mata.
A polícia iniciou as buscas e
encontrou os criminosos no interior de uma residência. Os policiais foram
recebidos a tiros. Os dois suspeitos foram atingidos e não resistiram aos
ferimentos.
Com eles, a polícia encontrou
mais R$ 43.451,75 do dinheiro roubado, um revólver .38, uma espingarda calibre
12, roupas camufladas, coturnos, luvas, celulares e bateria externa de celular.
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| Dinheiro foi recuperado pela polícia em Nova Bandeirantes — Foto: Assessoria |
Ao retornar ao local do
confronto, na última terça-feira (22), o Bope encontrou mais R$ 45.025,00 em
dinheiro após varredura na área. Também foram encontradas roupas camufladas e
uma rede de selva.
De acordo com o delegado que está
conduzindo as investigações, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, da Gerência de
Combate ao Crime Organizado (GCCO), o apoio das forças de segurança da região
tem sido de grande valia, já que os profissionais locais conhecem bem as
peculiaridades e condições geográficas da localidade.
Até o momento, 42 depoimentos com
vítimas e testemunhas do crime já foram realizados pela Polícia Civil, além da
análise de imagens dos estabelecimentos comerciais, não só de Nova
Bandeirantes, mas das cidades da região onde os criminosos passaram e das
praças de pedágio.
Assaltos
De acordo com a Polícia Militar,
durante o assalto que ganhou repercussão nacional, mais de 30 pessoas foram
feitas reféns por 10 homens armados e que estavam usando roupas camufladas.
Alguns moradores foram colocados
nas carrocerias das caminhonetes usadas pela quadrilha.
No assalto, ao estilo Novo
Cangaço, os criminosos renderam clientes e funcionários, utilizando-os como
escudo humano em frente à duas agências de crédito.
Por Denise Soares, G1 MT








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