Abalada, dolorida e reclusa, com
medo de retaliações, a vítima do boato agradece a Deus por não ter morrido..
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Pamella Martins, de 20 anos, uma
das vítimas do espancamento, em Araruama, na Região dos Lagos, no Rio, por
causa de um boato que circulou no WhatsApp dizendo que estava sequestrando
crianças na cidade, afirmou que vai processar os responsáveis pela divulgação
dos mentiras. Assustada, ela e o marido, Luiz Carlos Ferreira, não voltaram
para casa, no bairro Mutirão, preferindo dormir num local afastado. Na ocasião,
ela estava acompanhada do comerciante Luiz Aurélio de Paula, de 60 anos, com o
qual fora tratar de uma proposta de emprego.
Abalada, dolorida e reclusa, com
medo de retaliações, a vítima do boato agradece a Deus por não ter morrido. Ao
EXTRA, ela contou que “será difícil responsabilizar a maioria” entre os que
apoiaram a agressão e compartilharam o boato. Mas vai acionar a Justiça contra
uma mãe que teria sido a pivô da mentira. Segundo Pamela, foi essa pessoa,
ainda não identificada, que acusou Luiz Aurélio de tentar sequestrar seu filho.
— Quero correr atrás dos meus
direitos com a mãe, com os parentes da criança. Em rede social, ela afirmou que
fomos eu e o Aurélio. Me mandaram um print dessa publicação dela. Agora ela
excluiu o Facebook. Muitas pessoas postaram as fotos, mas hoje a maioria
apagou, então não tenho muitas provas — explicou Pâmella, que teve o celular
roubado durante a confusão.
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