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| Foto: Divulgação Segundo informações da Polícia Civil, o menino e outras quatro crianças estavam sozinhas em uma casa que pegou fogo |
Foi liberado na sexta-feira (7),
após quase cinco meses de espera da família, o corpo de um menino de três anos,
que morreu durante um incêndio no município de Feliz Natal, a 538 km de Cuiabá.
A criança morreu carbonizada depois que a casa de madeira, onde ele estava, ter
pego fogo em novembro do ano passado.
De acordo com o Instituto Médico
Legal (IML) de Cuiabá, para onde os restos mortais da criança foram levados
para passar por exame de DNA, o laudo ficou pronto no dia 13 de março, mas
houve uma falha de comunicação entre o laboratório que realizou o exame e o
IML.
O cortejo e sepultamento do
menino ocorreu no último sábado (8), no município de Vera, a 486 km da capital,
onde a família mora atualmente. Ao G1, a mãe da criança, Ana Bertial Sobrinho,
relatou que nunca conseguiu contato direto com o IML, precisando recorrer
sempre ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) ou do Fórum do
município onde mora para conseguir respostas.
“Foi muito difícil os últimos
meses sem ter notícias, sem informação. Eu cobrava da forma que podia, indo ao
Cras e ao Fórum. Aí eles respondiam uma hora que não tinha material, depois que
não tinha equipe suficiente, mas que iam liberar. É uma angústia a espera e não
queremos que isso aconteça com mais ninguém. O que pudermos fazer para impedir
isso, vamos fazer”, disse.
Os restos mortais do menino foram
confrontados com o material genético coletado da mãe dele.
O incêndio
O menino morreu carbonizado, após
a casa em que estava pegar fogo. Na época, a Polícia Civil informou que a
vítima e outras quatro crianças estavam sozinhas na residência quando o incêndio
teve início.
Um adolescente de 14 anos, que
seria tio das crianças e o mais velho do grupo, foi quem conseguiu salvar – com
a ajuda de vizinhos – os demais sobreviventes, que apenas inalaram fumaça. O
adolescente sofreu queimaduras e chegou a ser encaminhado para o Hospital
Regional de Sorriso, a 420 km da capital.
Ainda segundo a polícia, a casa,
que era feita de madeira, ficou completamente destruída. À Polícia Militar, a
mãe afirmou, na época, que havia deixado as crianças sob os cuidados da avó
delas.
Outro lado
G1

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