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Operação realizou 10 apreensões e 4
notificações à ambulantes na área central de Sinop
A operação de fiscalização
deflagrada pela prefeitura de Sinop na manhã de quinta-feira (30), resultou na
apreensão de materiais e produtos de 10 comércios ambulantes e a notificação de
outros 4. O balanço foi apresentado na manhã desta sexta-feira (31), pelo
fiscal tributário da prefeitura, Celso Adão.
Segundo o servidor, a varredura feita
na área central da cidade teve como objetivo cumprir a determinação do
Ministério Público, que em 15 de fevereiro ordenou a prefeitura de Sinop para
que notificasse e removesse comerciantes informais, ambulantes e vendedores de
comida que estavam utilizando os espaços públicos do município – como
canteiros, rotatórias e calçadas. A ação se concentrou no centro da cidade, em
especial na Avenida Júlio Campos.
Uma das apreensões que mais
repercutiu foi a remoção de um trailer que comercializava espetinhos, na
Avenida das Itaúbas, em frente a Catedral de Sinop – há duas quadras de
distância da sede do Ministério Público. O trailer foi rebocado na tarde de
quinta-feira, com a ajuda da Guarda Municipal de Trânsito. Na mesma noite, o
comerciante continuou servindo seus alimentos, com mesas e cadeiras sobre a
calçada e uma churrasqueira improvisada.
De acordo com Celso Adão, a
infração mais comum detectada foi a instalação de mesas e cadeiras nas calçadas
a Avenida Julio Campos, de vendedores de cartelas com sorteio de prêmios (o
Nortão da Sorte). Alguns comerciantes identificados como “ambulantes” que
operavam de forma estática, sempre nos mesmo pontos, também foram autuados. “O
vendedor ambulante tem que andar. O próprio nome já diz: ambulante. Ele não
pode ficar parado em um mesmo ponto”, declarou o fiscal.
Lojas instaladas na Avenida Júlio
Campos, que utilizam a calçada para expor seus produtos, também foram
notificadas. Segundo o fiscal, caso o comércio mantenha 2 metros de largura
livre sobre o passeio, é possível utilizar o restante da calçada.
Os materiais apreendidos estão
retidos pela prefeitura de Sinop. Para retirar seus bens, os comerciantes terão
que procurar o setor de fiscalização e resolver suas pendências
administrativas. Os infratores foram multados em um salário mínimo. A quitação
da multa está condicionada a liberação dos bens apreendidos. Os comerciantes
tem 30 dias para se manifestar.
Solução paliativa
O secretário de Desenvolvimento
Econômico de Sinop, Daniel Brolese, declarou que a medida realizada pela
prefeitura tem como objetivo assegurar o cumprimento da legislação vigente –
cobrada pelo Ministério Público. No entanto, a preocupação dos gestores
municipais é que tal ajuste não gere impactos econômicos.
Para isso a secretaria está desenvolvendo
um projeto para criar espaço para estes comerciantes de rua. A ação está sendo
tratada em regime de urgência, para que as pessoas não tenham suas atividades
paralisadas por muito tempo. E como tal, é um paliativo.
Brolese explica que a prefeitura
liberou o uso do pátio do Ginásio Benedito Santiago (Av. dos Jacarandás com
Embaúbas), para que os comerciantes se instalem. “A infraestrutura que eles
terão lá não é diferente daquelas que eles tinha atuando na rua”, argumentou o
secretário.
Nos próximos dias, o pátio do
Ginásio José Carlos Pasa também estará disponível para os ambulantes. “Já
notifiquei as autoescolas que utilizam o local para que liberem o espaço”,
informou.
Para utilizar esses dois espaços,
os comerciantes precisam procurar a secretaria de Desenvolvimento Econômico –
que funciona em anexo ao Centro de Eventos Dante de Oliveira – com seus
documentos pessoais. Brolese disse que a secretaria ajudará inclusive legalizar
a situação de quem trabalha na informalidade. “Nosso objetivo é organizar esse
comércio de rua e fomentar suas atividades. Queremos que esses pequenos
cresçam”, declarou.
Par ao futuro o secretário acredita
que seja possível criar novos espaços, mais bem estruturados, para o comércio
de rua. Brolese citou as amplas rotatórias que existem na cidade, que poderiam
abrigar quiosques, com os mais diversos tipos de comércio. “É um projeto amplo,
que fomentaria esse tipo de atividade e preservaria a organização urbana”,
justificou.
Segundo o secretário, tudo é uma
questão de fazer o projeto e destinar orçamento.
Fonte: Jamerson Miléski
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