2016/08/24

Mãe muda versão e agora acusa companheiro - Veja vídeo

Mãe de menino que morreu em decorrência de tortura e espancamento muda de postura em depoimento e agora exige “justiça”, em relação ao suspeito do crime, o companheiro dela Eleony Luiz de Andrade, 34.

Kely Aparecida Gomes de Oliveira, mãe do menino Hugo Gabriel Augusto Gomes, de 5 anos, que morreu na manhã do domingo (21) no Pronto-Socorro de Cuiabá, foi ouvida pela segunda vez na Polícia Civil. As primeiras declarações dela foram no domingo, na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Na ocasião, isentava Eleony da culpa e sustentava a versão de que o filho havia caído da cama e a queda teria provocado os graves ferimentos internos que levaram à sua morte. Inclusive teria dito que ela, recentemente, havia agredido o filho, de forma branda, para ‘corrigí-lo’.
Mas na manhã desta quarta-feira (24), após ser interrogada pelo delegado Eduardo Botelho, da Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança (Deddica), passou a acusar o companheiro, preso na noite de segunda-feira (22) na cidade de Sorriso (420 km ao norte). Disse que realmente ele agredia a criança.
Ela revelou que somente pouco antes do depoimento, três dias após a morte de Hugo, questionou o filho mais velho, de 9 anos de idade, se Eleony havia agredido a vítima, ainda na sexta-feira (19). O menino disse que sim, que o irmão havia apanhado sim e que não denunciou por medo do acusado.
Apesar do suspeito negar as agressões, Botelho está convicto de ser ele o causador dos ferimentos que provocaram lesões internas graves no estômago e intestino do menino, matando-o por septicemia (infecção generalizada), dias depois.
Tem convicção ainda que as agressões e torturas impostas pelo pai biológico à criança eram frequentes, com base em relatos de pessoas que conviviam com ela. Inclusive que Eleony ameaçava qualquer pessoa que o criticasse em relação ao comportamento agressivo que demonstrava.
Eleony teve decretada a Prisão Preventiva, cumprida na noite de terça-feira (23) e o delegado disse que encerrará o inquérito em prazo de 10 dias. Deve requisitar exames complementares e ouvir outras pessoas. Os irmãos menores da vítima também passarão por avaliação da equipe de psicólogos da Deddica.
Confira a entrevista a mãe de Hugo


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