O balanço da operação resultou em 18 bandidos mortos em confrontos com policiais e 5 presos, sendo dois acusados de dar suporte logístico ao bando.
Depois de 38 dias, as forças de segurança desmobilizaram a caça aos criminosos que atacaram Confresa (1000 km de Cuiabá) no último dia 9 de abril na tentativa de roubar uma empresa de valores. O balanço da operação resultou em 18 bandidos mortos em confrontos com policiais e 5 presos, sendo dois acusados de dar suporte logístico ao bando.
Em nota, o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, tenente coronel Alexandre Mendes, enalteceu a coragem dos agentes que foram até Tocantins atrás do bando.
“Não foram quarenta horas, foram quarenta dias, onde as patrulhas poderiam encontrar o seu epílogo num desfecho inesperado. Num local inóspito. Onde trilhas, vales e pântanos, palmilhados sob alta-tensão, poderiam revelar encontros fatais, por minutos intermináveis”, diz trecho da mensagem.
O coronel comemorou a “vitória no deserto Canguçu”, que levou os agentes ao limite do físico ao mental. “E louvo essa vitória na vida de cada guerreiro e guerreira que atravessou o deserto Canguçu. A cada confronto entre o bem e o mal, onde o adversário fez-se derrotado. A cada apreensão a despojar do inimigo suas armas”, escreveu.
O ataque aconteceu no dia 9 de abril quando o bando invadiu a cidade em veículos blindados e com armamentos de grosso calibre. Parte dos bandidos foi até o quartel da Polícia Militar da cidade de Confresa, e explodiu o portão. Em seguida, queimaram um carro em frente ao local.
Outra parte foi à sede da empresa de transporte de valores Brinks, anexo ao batalhão militar. Lá, os bandidos colocaram bombas no muro e conseguiram invadir o local. A expectativa era levar aproximadamente R$ 40 milhões.
O plano foi frustrado, em razão de um dispositivo de segurança que liberou uma fumaça tóxica, semelhante ao enxofre, que impedia que qualquer pessoa permanecesse dentro do cofre.
Após a fuga, o grupo chegou a entrar em confronto com a Força Tática, antes de fugir em direção ao Tocantins, onde foram cercados pelas forças de segurança de cinco estados.
Foram empregados na operação cerca de 390 policiais, e a força tarefa tirou de circulação 23 criminosos que integraram a quadrilha. Dezoito deles morreram em confronto.
Ao todo, foram apreendidas 18 armas, dentre elas dois fuzis .50 e 11 AK-47, carregadores, milhares de munições, coletes balísticos, capacetes balísticos, materiais explosivos e detonadores. Quatro estados, além de Mato Grosso, estiveram envolvidos nas buscas: Pará, Minas Gerais, Tocantins e Goiás.
Por g1 Tocantins e TV Anhanguera










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