Ela é professora de matemática da rede estadual de ensino de Mato Grosso e vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep)

Fotos: Divulgação/Arquivo/Rede Socia
Ela é professora de matemática da rede estadual de ensino de Mato Grosso e vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep).
Ele é oficial da Polícia Militar e um dos próceres do modelo militar em escolas de ensino público de Mato Grosso.
Ambos são servidores efetivos e com vários anos prestando serviço no estado.
Os dois tem em comum o fato de serem estarem em lados opostos na implantação de escolas militares em escolas públicas estaduais.
Uma é dirigente do Sintep e o outro oficial e um dos responsáveis pela implantação de escolas militares no estado.
Os representantes do Sintep e da PM, defensores ‘in loco’ de suas ideias pragmáticas, protagonizaram – na noite de segunda-feira,23 – na Escola Estadual Adalgisa de Barros, em Várzea Grande, umas das cenas mais bizarras nas primeiras semanas de 2023 na cidades industrial.
A professora do Sintep por não aceitar aprovação da comunidade escolar para que a escola Adalgisa se transformasse em escola militar, esbravejou, gritou e partiu para cima do oficial enquanto ele falava e apresentava o projeto de militarização da escola, sob gestão da Polícia Militar.
O evento que foi organizado pela secretaria de estado de educação, era envolver a comunidade escolar(pais, professores, alunos e servidores) para que eles discutissem o modelo de transformação. “Sob coordenação de pessoas sem qualquer compromisso com a educação, a audiência se tornou cenário de vandalismo e de descontrole emocional, o que é reprovável e não condiz com as práticas ensinadas a crianças e jovens em sala de aula”, disse o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, que também estava presente no evento.
O modus operandi dos protagonistas causou dissabor na comunidade e terminou sem nenhuma discussão do novo modelo educacional.
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| Fotos: Elizeu Nascimento |
A professora Leliane Cristina Borges, afirmou que a ‘rusga’ ocorreu porque foi proibido aos alunos de 16 anos de votarem sobre a militarização ou não da escola.
A PM nega e diz que houve tumulto causado pelo Sintep.
A verdade é que o imbróglio entre a PM e o Sintep ganhou proporções políticas ciclópicas e já virou uma questão de governo.
Por outro lado, a professora entrou em um embate pessoal o coronel da PM, Wanderson da Silva Sá, comandante do 9° Batalhão da Polícia Militar que afirmou em um post em sua rede social que a professora era ‘feia’: “Pra falar a verdade, passei todo dia vendo essas imagens e cheguei à seguinte conclusão: Ela quis prevalecer da sua condição de ser feia pra caraio, e o oficial não deu moral a ela”, disse o coronel. Ele ainda afirmou: “acho que o pai dela deveria ser trilhonário para pagar o dote dela”, afirmou na postagem.
Os gritos e confusão da reunião não teve nenhum encaminhamento e a militarização da escola não conseguiu ser concretizado.
A Seduc por sua vez irá continuar insistindo em assembleia das comunidades escolares com votação aberta, sem nenhum tipo de critério e sem utilizar as urnas eletrônicas.
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