O irmão de uma das vítimas da
chacina em Ceilândia, no Distrito Federal, comentou sobre a morte de Lázaro
Barbosa, de 32 anos, apontado pela polícia como autor do crime. O comerciante
Ivan Rodrigues de Amorim, de 60 anos, diz que os familiares "não estão
bem", mas que a notícia trouxe "um pouco de alívio".
Lázaro é o principal suspeito de
invadir uma chácara no Incra 9, em Ceilândia, e matar quatro pessoas da mesma
família. O crime ocorreu em 9 de junho e, desde então, ele estava em fuga. As
vítimas foram o empresário Cláudio Vidal, de 48 anos, e os dois filhos dele,
Gustavo Vidal, de 21, e Carlos Eduardo Vidal, de 15, encontrados mortos com
marcas de tiros e facadas.
A esposa de Cláudio e mãe dos
jovens, Cleonice Marques, de 43 anos, foi sequestrada pelo suspeito e
encontrada morta três dias após o crime. Ivan, que é irmão de Cleonice, afirma
que os familiares ainda tentam se recuperar das perdas.
Questionado sobre a morte de
Lázaro, o comerciante diz que "a situação é complicada" e que
"seria melhor esperar a Justiça resolver".
"Era melhor que fosse pego
vivo, para pagar pelo que fez. Acionamos nosso advogado e vamos aguardar o que
pode acontecer agora."
O comerciante também disse que a
notícia chegou à família pelas redes sociais e que todos estão abalados.
Prisão e morte
Lázaro foi atingido por vários
tiros em Águas Lindas de Goiás, nesta segunda-feira (28). Após ser baleado, ele
foi levado por uma viatura do Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Bom
Jesus. A morte foi confirmada pela Polícia Técnico-Científica de Goiás e o
corpo, encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia.
Imagens mostram o fugitivo ferido
(assista acima). Condenado por assassinatos e estupros, Lázaro era procurado
por uma série de crimes na Bahia e em Goiás, pela chacina da família Vidal e
pela morte de um caseiro de uma fazenda. Durante os 20 dias de fuga, invadiu
uma série de chácaras, fez reféns e baleou pelo menos quatro pessoas.
A Secretaria de Segurança Pública
de Goiás (SSP-GO) informou que, ao todo, Lázaro é investigado por mais de 30
delitos. A maioria desses crimes é de latrocínio (roubo seguido de morte).
Participaram da ação as Polícias
Civil e Militar de Goiás e do Distrito Federal, Polícia Federal, Polícia
Rodoviária Federal, Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DF) e Corpo
de Bombeiros Militar (CBMGO).
G1 DF.


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