Condenado por assassinatos e
estupros, o fugitivo da Justiça era procurado por uma série de crimes na Bahia,
no Distrito Federal e em Goiás. Com conhecimento de mata, Lázaro conseguia se
disfarçar em vegetações e fugia por rios para não deixar rastros.
As buscas por Lázaro começaram
após a morte de quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia, no Distrito
Federal, no começo de junho. Dias depois, Lázaro foi acusado de outra morte: um
caseiro de uma fazenda no distrito de Girassol, em Goiás.
Quando foi capturado, policiais e
moradores da região comemoraram a prisão.
As informações sobre a captura de
Lázaro foram divulgadas pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado
“Acabo de receber neste momento
uma informação de todas as equipes que estão na região de Cocalzinho que o
Lázaro foi preso”, disse o governador Ronaldo Caiado.
“Como eu disse, era questão de
tempo até que a nossa polícia, a mais preparada do País, capturasse o assassino
Lázaro Barbosa. Parabéns para as nossas forças de segurança. Vocês são motivo
de muito orgulho para a nossa gente! Goiás não é Disneylândia de bandido”,
completou o governador.
As buscas começaram no dia 9 de
junho, após o crime no DF. Na fuga, Lázaro roubou um carro e foi para a cidade
de Cocalzinho de Goiás, a 80 km de distância. Desde então, foi perseguido pela
força-tarefa policial pelas matas da região (leia detalhes mais abaixo).
Drones, helicópteros, rádios
comunicadores e até um caminhão com uma plataforma de observação elevada de
video monitoramento ajudaram nas operações.
Cães farejadores também atuaram
na caçada a Lázaro. A cadela Cristal, que ajudou nas buscas em Brumadinho (MG),
estava entre eles. Um dos animais, o pastor alemão Sauke, se machucou em uma
pedra dentro de um rio. Um vídeo mostrou o momento em que o cão foi carregado
nas costas por um militar (veja mais abaixo).
Durante a perseguição, Lázaro
invadiu ao menos 11 fazendas, trocou tiros e baleou moradores, dois policiais
militares e um oficial da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo informações da
força-tarefa.
Ele também fez uma família refém
em uma das fazendas – o casal e uma adolescente de 16 anos. Durante o
sequestro, o criminoso exigiu que todos andassem em um córrego para não deixar
rastros. Imagens registraram o momento em que a polícia encontrou a família.
Durante as buscas, os policiais
encontraram ainda um carro queimado e alguns objetos, como um lençol usado e um
serrote. Todos os itens seguiram para a perícia.

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