O ministro da Economia, Paulo
Guedes, tentou amenizar, nesta sexta-feira (12/3), o descontentamento dos
servidores públicos com a inclusão de gatilhos na PEC Emergencial que permitem
o congelamento de salários do funcionalismo por até 15 anos.
O economista usou os Estados
Unidos como referência, afirmando que a medida tomada pela equipe econômica não
foi tão prejudicial aos servidores públicos quanto lá.
“Os EUA pararam de pagar salário.
Aqui, apenas congelamos”, disse.
Segundo o ministro, é “muito
melhor abrir mão de aumento de despesas” a ter que cortar as remunerações.
“Quando você entra em emergência
fiscal, você trava despesas em geral. Não era nada contra os servidores
públicos, acabou sobrando a trava deles”, falou, em live.
Apesar de afirmar que a medida
tomada pela Economia não foi tão drástica, Guedes disse que o ajuste fiscal
“acabou sendo um peso injusto e excessivo” sobre o funcionalismo.
De acordo com o ministro, em dois
anos, o governo economizou milhões com o congelamento de salários de
servidores. “Em 2020 e 2021, foram R$ 140 bilhões economizados sem aumentos de
salários”, falou.
Em contrapartida a um novo
pagamento do auxílio emergencial, em meio à pandemia de coronavírus, a equipe
econômica decidiu implementar, por intermédio da PEC Emergencial, a suspensão
de alguns benefícios para servidores públicos. “Usamos essa contrapartida, essa
responsabilidade com as gerações futuras”, disse.
De acordo com a PEC Emergencial
aprovada pelo Congresso, todas as vezes em que a relação entre as despesas
obrigatórias sujeitas ao teto de gastos e as totais superar 95%, os Três
Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e o Ministério Público terão de
suspender medidas que beneficiam os servidores federais, entre elas o reajuste
salarial.
Ação do STF
O salário dos servidores está
congelado desde o ano passado por lei questionada no Supremo Tribunal Federal
(STF). A Corte, entretanto, formou nesta sexta (12/3) maioria pela validade da
norma aprovada em 2020 que impediu, até o fim deste ano, o aumento do salário
de servidores. Por enquanto, o placar está em 6 a 0 pela manutenção da medida.
Os ministros analisam o caso no Plenário Virtual.
O Colegiado julga ações
impetradas pelos partidos PDT e PT, entre outras entidades, que alegam que a lei
não poderia atingir estados e municípios nem outros Poderes além do Executivo
federal, que propôs a medida. Argumentam ainda que, sem reajustes pela
inflação, haveria, na prática, redução da remuneração.
METRÓPOLES

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