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Da esquerda para a direita, Rivelino, Alberto e Rogério
(Foto: João Paulo Gonçalves)
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Fátima de Jesus Silveira e o
ex-vereador foram encontrados mortos a facadas. Ela estava seminua e com o
corpo parcialmente carbonizado.
Exame de DNA irá comprovar se
Fátima de Jesus Silveira, 56 anos, esposa do ex-vereador Cristóvão Silveira, 65
anos, casal brutalmente morto a golpes de faca nesta semana, foi estuprada. Um
dos presos pelo duplo assassinato, Rogério Nunes Mangelo, 19 anos, afirmou que
o o pai dele, o caseiro Rivelino Mangelo, 45 anos, estuprou Fátima.
Porém, não confirmou se a
violência sexual foi antes ou depois de matar a vítima. Os dois, segundo a
polícia, são os principais suspeitos de terem praticado o estupro. No entanto,
somente laudo, que deve ficar pronto em 30 dias, irá identificar a autoria.
Rivelino, segundo informação de
amigos da família, trabalhava para o casal há pelo menos um ano. Há seis meses
foi contratado para atuar como caseiro na chácara comprada pelo casal. Ele
tinha passagem por violência doméstica contra a ex-mulher.
A vítima foi encontrada seminua e
com parte das pernas queimada. Exame preliminar da perícia identificou que os
suspeitos atearam fogo no corpo dela, numa tentativa clara de tentar esconder o
crime sexual.
Rivelino, e os dois filhos,
Rogério e Alberto Nunes Mangelo, 20 anos, estão presos no Garras (Delegacia
Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros). Os três
foram indiciados por quatro crimes: associação criminosa, estupro, receptação e
roubo seguido de morte.
Eles passaram por audiência de
custódia na manhã de ontem (20) e o juiz converteu em preventiva a prisão em
flagrante. Os três devem permanecer em uma das celas do Garras até serem
levados para a penitenciária.
O quarto suspeito, Diogo André
dos Santos Almeida, 19 anos, sobrinho de Rivelino, morreu em troca de tiros com
a polícia de Corumbá. O quinto envolvido no crime, identificado apenas como
Gabriel, segue foragido e a polícia faz buscas. Alberto e Gabriel não teriam
participação direta no crime. Alberto guardou em casa objetos roubados e
permitiu que Rogério e Diogo queimasse as roupas sujas de sangue na casa dele.
Já Gabriel leva a caminhonete roubado para a Bolívia.
Os aparelhos celulares
encontrados com Rivelino, em que há mensagens e gravações dos autores
planejando o crime, foram apreendidos e serão submetidos a exame pericial de
degravação dos áudios e mensagens do aplicativo Whatsapp.
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Rogério disse que o pai, Revelino estuprou a vítima (Foto:
João Paulo Gonçalves)
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O ex-vereador e a esposa foram
encontrados mortos, na terça-feira (18) na chácara Bem-te-vi, localizada na
saída para Rochedo, na MS-080, cerca de 30 quilômetros de Campo Grande.
Cristóvão foi morto com várias facadas, teve o rosto desfigurado e dedos decepados,
o que significa que lutou com os autores.
Crime
Por volta das 13h30 de
terça-feira (18), Rivelino pediu socorro dizendo que sete homens em um Fiat Uno
haviam invadido a chácara e feito o patrão dele refém. Ele tinha lutados com os
bandidos e escapado para buscar ajuda.
Com o pé machucado, o caseiro foi
socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) à Santa Casa. A
equipe policial, então, foi até a propriedade e encontrou os dois corpos no
galpão - usado para guardar objetos. Marcas de sangue foram encontrados também
na casa do caseiro e das vítimas.
Desconfiados da versão de
Rivelino, os policiais do Batalhão de Choque foram até a unidade de saúde e
apreenderam três celulares com ele. Nos aparelhos, foram encontrados vários
áudios em que o caseiro e os filhos planejavam o roubo do veículo.
Imediatamente, o caseiro foi preso e entregou os outros suspeitos que haviam
seguido com a caminhonete para Anastácio, distante 135 quilômetros da Capital.
Armas utilizadas no duplo
homicídio © João Paulo Gonçalves
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Fonte: campograndenews
Por: Viviane Oliveira



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