Poliana teve sua conta bloqueada
há alguns dias após denúncia de uma vítima do Estado da Paraíba, que havia
realizado depósito no valor de R$2,900, na conta dela para a realização de
exame de urgência de um familiar internado em tratamento intensivo.
Com isso, Poliana teve que
comparecer na agência para fazer o desbloqueio. Ao verificar a situação
registrada no sistema, o funcionário do Banco do Brasil acionou a Polícia Civil
e policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) saíram em
diligência.
Chegando ao banco, Poliana foi
abordada e questionada sobre a origem e destino do valor que ela estava
tentando sacar. A mulher disse apenas que o dinheiro pertencia a Fabrício Refo,
e que ele estaria em sua residência esperando ela com quantia.
Com as informações, os policiais
foram até a residência de Poliana, onde Fabrício a aguardava. Indagado sobre
dinheiro, o rapaz confessou o envolvimento em golpes a familiares de pacientes
internados em unidade de tratamento.
Fabrício confirmou também que o
dinheiro que Poliana tentava sacar era de mais um golpe que teria obtido êxito.
O rapaz confessou ainda ter aplicado o golpe cerca e 20 vezes, arrecadando no
total uma quantia aproximada de R$ 60 mil.
Em revista, com o golpista os
policiais apreenderam uma porção de haxixe.
Poliana foi autuada em flagrante
pelo crime de estelionato e Fabrício além de estelionato foi preso em flagrante
pelo crime de tráfico de entorpecentes.
Na residência também foram
encontrados diversos comprovantes de depósitos em contas-correntes
diversificadas. A Polícia Judiciária Civil vai investigar os nomes constantes
nos documentos.
Como agia
A dupla aplicava o “Golpe da UTI”
em diversos Estados brasileiros. Fabrício fazia contato nos hospitais e com um
nome genérico buscava algum paciente que estaria em tratamento na unidade, com
isso, no segundo passo ele refazia o contato com o hospital, agora se
identificando como familiar do paciente internado. Fabrício captava as
informações necessárias para dar credibilidade a prática criminosa e assim mantinha contato telefônico com o
familiar da vítima.
A situação de vulnerabilidade do
familiar era o ponto fraco que Fabrício utilizava para obter o êxito em suas
ações. Ele se identificava como profissional do hospital responsável pelo
paciente internado e alegava a necessidade de realização de algum procedimento
médico em caráter de urgência.
Com isso, repassava aos
familiares valores entre R$2 mil e R$ 3 mil para cada procedimento, alegando em
casos de paciente com plano de saúde que o valor pago poderia ser ressarcido
pelo plano posteriormente, mediante a comprovação do pagamento.
Além disso, Fabrício utilizava
conta de terceiros para recebimento dos depósitos. A conta de Poliana era uma
dessas. O rapaz buscava por pessoas de baixa instrução e baixa renda e em troca
do '‘empréstimo’' das contas, dava a essas famílias mensalmente uma cesta
básica.
Fabiana Mendes Olhar Direto
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