2017/03/28

Quadrilha de tráfico internacional e lavagem de dinheiro tinha membro em Sorriso


Ao todo 18 pessoas foram presas
na operação que atuou em seis Estados
A Polícia Federal confirmou que realizou uma prisão e um mandado de busca e apreensão em Sorriso, mas não revelou o nome do envolvido.
Agentes da Polícia Federal cumpriram um mandado de prisão e também de busca e apreensão, na cidade de Sorriso (400 km ao Norte de Cuiabá), nesta terça-feira (28), durante ação da Operação All In, deflagrada pela superintendência de Mato Grosso do Sul.

O nome da pessoa presa e qual o material apreendido não foram divulgados pela PF.

De acordo com a PF de Mato Grosso do Sul, a operação desarticulou uma organização criminosa que transportava cocaína para dentro do Brasil e exportava parte dela pelo Porto de Santos.

Pelo menos 150 policiais federais participaram da operação chamada de All In, executada em 14 cidades dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás, e Minas Gerais. Ao todo foram cumpridos 50 mandados judiciais (18 de prisão cautelar, 25 de busca e apreensão e sete de condução coercitiva).

A PF ainda apreendeu da quadrilha seis aeronaves, 35 veículos, entre carros de luxo e caminhões, cinco imóveis, incluindo um aeródromo em Corumbá, e bloqueou 68 contas correntes bancárias.

Os federais estimam, inicialmente, que o patrimônio do grupo já ultrapassava os R$ 7,5 milhões. O valor e os bens são decorrentes dos crimes.

Operação

As investigações foram iniciadas a partir de dois flagrantes que resultaram na prisão de três pessoas, sendo dois integrantes da organização criminosa, transportando mais de 800 quilos de cocaína proveniente da Bolívia - considerada um dos principais países produtores da droga. Ambos tinham como destino o cais santista.

As investigações apontaram que a droga entrava no Brasil em aeronaves para justamente despistar o controle da fronteira terrestre. Os carregamentos clandestinos eram distribuídos nos estados do Sudeste por caminhões e parte dele chegava ao Porto de Santos para ser comercializada a outros países, principalmente da Europa.

Ainda segundo os federais, o nome All In para a operação deflagrada faz referência a uma manobra do Poker. O jogador aposta todas as fichas em uma mão de cartas, assim como a organização criminosa que foi desmantelada, que arriscava-se transportando grande quantidade de entorpecente de uma única vez.


 Repórter MT/ALCIONE DOS ANJOS

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