A luta pela reforma agrária
continua longe do fim. Em Mato Grosso, 2000 famílias representadas pelo
Movimento de Trabalhadores Rurais 13 de Outubro continuam acampadas à espera da
desapropriação de terras privadas com vistas à reforma agrária. Segundo a
coordenação estadual do movimento, “elas estão às margens de rodovias ou
acampadas em áreas localizadas em dez municípios das regiões norte e sul.”
Wendell Girotto, coordenador
estadual do Movimento, afirma que a situação é crítica. “Muitas destas famílias
aguardam há anos pelo direito ao acesso a terra. Estão privadas de moradia, de
serviços públicos, emprego, educação para seus filhos. Gente honesta que apenas
quer ter o direito de lavrar a terra para comer e produzir o alimento que chega
à mesa dos mais abastados, mas que esbarram na morosidade de órgãos como o
Incra e o Intermat no que tange a desapropriação de terras improdutivas:
verdadeiros latifúndios.”
O deputado Valdir Barranco está
ajudando a resolver estas questões. Desde 2009, quando assumiu a divisão de
aquisição de terras do Incra/MT, tem trabalhado junto ao Movimento que surgiu
em 2007 na cidade de Rondonópolis. “À época, muitas famílias lutavam por terras
no município, mas não sabiam como acessá-las legalmente. Buscamos juntos aos
governos federal e estadual a desapropriação de algumas áreas para fins de
reforma agrária. Hoje, 350 famílias do Movimento estão assentadas, produzindo alimentos
e com acesso a serviços essenciais. Não só em Rondonópolis, mas em Santo
Antônio do Leverger, Pedra Pretra e Poxoréu.”
O último levantamento do
Movimento 13 de Outubro mostra que existem hoje sob seu domínio 10 acampamentos
nas regiões norte e sul. Eles estão localizados nos municípios de Sorriso,
Lucas do Rio Verde, Sinop, Nova Ubiratã, Novo Mundo, Peixoto de Azevedo,
Rondonópolis, Poxoréu, Guiratinga e Pedra Preta. “O movimento ganhou força se
expandiu para outras cidades, mas tenho certeza de que logo vamos conseguir
incluir estas famílias no programa de reforma agrária. Estou fazendo gestão
junto ao Incra e ao Intermat para a desapropriação de terras com expectativa de
que ainda este ano consigamos assentar 850 famílias. Vou continuar trabalhando.”
Em conversa com Wendell Girotto,
nesta manhã (29), Barranco deixou claro seu compromisso com a agricultura
familiar. “Estou convencido que este é o caminho para combater qualquer crise
econômica. No campo, as famílias têm acesso a moradia, alimentação saudável,
renda, segurança e a educação, já que várias prefeituras possuem escolas rurais
ou transporte dos estudantes até as cidades. Neste caso, ainda há falhas; mas
serão resolvidas. A agricultura familiar responde por 70% da alimentação dos
brasileiros. Portanto, não há porque não investir em reforma agrária. Meu
mandato está focado e à disposição destas famílias.”
Robson Fraga / Assessoria de
Gabinete


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