| (Foto: José Medeiros) |
Municípios enfrentam problemas em
decorrência da quantidade de chuvas.
Nos últimos dias, 14 municípios
de Mato Grosso comunicaram estado de emergência à Defesa Civil do estado devido
à quantidade de chuvas registradas. Os municípios são Rio Branco, Vale de São
Domingos, Chapada dos Guimarães, Confresa, Vila Rica, Santa Terezinha, Cláudia,
Água Boa, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Barra do Bugres, São José do
Xingu, Jauru e Campo Novo do Parecis, que também já decretou situação de
emergência.
A situação atual é de alerta para
alagamentos em Mato Grosso, diz a Secretaria de Estado de Cidades. As chuvas
que têm caído diariamente em praticamente todo o estado devem continuar pelo
menos até o dia 21 de fevereiro, diz a Secid.
Entre os problemas enfrentados
pelos municípios e comunicados à Defesa Civil, estão pontes, bueiros e estradas
afetados pelas águas. Há atoleiros impedindo, por exemplo, o tráfego dos
veículos escolares, ambulâncias e outros.
Segundo dados do Instituto
Nacional de Meteorologia (Inmet), Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de
Desastres Naturais (Cemaden) e Agência Nacional das Águas (ANA), nos 12
primeiros dias de fevereiro foram registrados, em média, 150 milímetros de
chuva. O volume é superior ao mesmo período do ano passado, segundo a Secid.
Conforme a Defesa Civil, é
realizado o monitoramento diário da precipitação acumulada e o nível de água
dos maiores rios que cortam o Estado, por meio da parceira com o Inmet a ANA.
Ainda segundo a Defesa, as chuvas são originárias de uma área de alta pressão
na Bolívia, que trouxe umidade para Mato Grosso e há também uma massa de ar
quente e úmida sobre o estado vinda da região Norte do país.
Campo Novo do Parecis
A situação mais crítica é a de
Campo Novo do Parecis, que fica a 397 km de Cuiabá. Em menos de 48 horas,
choveu mais do que o previsto para o mês todo. O bairro Jardim das Palmeiras,
que representa 10% do município, ficou totalmente alagado no fim de semana
passado. Cerca de 3 mil pessoas em 750 casas foram afetadas pelas águas, disse
a Secid.
O prefeito Rafael Machado (PSD)
decretou situação de emergência. A estimativa da prefeitura é que mais de mil
moradores tenham ficado desalojados. As chuvas destruíram ainda propriedades
rurais e alagaram plantações.
Nesta quinta-feira (16), a Secid
disse que começou a estudar a solução para o escoamento da água da chuva. A
intenção é dar novo encaminhamento para a água, já que o curso natural foi
interrompido pelas plantações de soja e milho. O projeto deve ficar pronto em
45 dias.
Os trabalhos no município devem
continuar até sábado (18), quando os engenheiros voltam para Cuiabá para
elaboração do projeto definitivo.
Fonte: G1 MT
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