De acordo com a Polícia Civil, os estelionatários ligavam para as vítimas fingindo ser parentes e afirmando que estavam em uma estrada com o carro quebrado precisando de depósito financeiro para o conserto.
DA REDAÇÃO
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Divulgação/PJC
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A investigação sugere a frequência aproximada de 10 a 15 golpes diários, com lucro de cerca de R$ 5 mil por dia.
A Polícia Civil de Alto Taquari (480 Km ao Sul) prendeu seis criminosos especializados em aplicar o golpe conhecido como “bença,
tia” - no qual bandidos ligavam para as vítimas e fingiam ser familiares em dificuldades extremas. Em linguajar íntimo eles pediam dinheiro de forma urgente às vítimas. As detenções foram feitas na terça-feira (26).Os estelionatários ligavam para as vítimas fingindo ser parentes e afirmando que estavam em uma estrada com o carro quebrado precisando de depósito financeiro para o conserto.
Conforme a Polícia Civil, as investigações duraram três meses e apontaram o envolvimento de pelo menos cinco presos da cadeia pública de Aragarças (GO). Eles agiam junto a comparsas que realizavam os saques fora da penitenciária em agências das cidades de Barra do Garças (515 km de Cuiabá) e Iporá (GO).
Os estelionatários ligavam para as vítimas fingindo ser parentes e afirmando que estavam em uma estrada com o carro quebrado precisando de depósito financeiro para o conserto. A investigação sugere a frequência aproximada de 10 a 15 golpes diários, com lucro de cerca de R$ 5 mil por dia. Existe fundada suspeita que o golpe tenha feito vítimas em diferentes regiões de Mato Grosso.
Um dos presos é Ana Carolina Rodrigues, 29 anos. A mulher é apontada como responsável por realizar saques nas contas bancárias passadas pelos criminosos às vítimas. Outros mandados de prisão foram cumpridos em desfavor dos detentos Pedro de Paula Simão dos Santos, 32 anos, Enrique dos Santos, 34, Luciano Oliveira Miltes, 30, Wuallyx Felipe Teles Santos Lima, 23, Alysson Osmar de Carvalho Silva, 27.
O caso segue em investigação pela Delegacia de Alto Taquari para identificar outros criminosos que agiam fora da cadeia e que também efetuavam saques bancários, além de outros reeducandos que podem ter participação no golpe.
A ação teve apoio de policiais civis de Alto Garças, Barra do Garças e Núcleo de Inteligência de Alto Araguaia.
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