2022/02/10

Homem é torturado e assassinado por ter furtado frascos de tempero em fábrica

 

Ocorrência foi registrada em Trindade, onde um dos assassinos foi preso, confessou o crime e o corpo de Marcelo Vieira encontrado enterrado na zona rural do município.

Homem foi sequestrado na frente da mãe por ter roubado frascos de tempero.


Marcelo Vieira, 43 anos, foi “sequestrado” no último dia 2 na porta de casa, em Trindade (27 km da Capital), na frente da mãe, 73 anos, levado para um galpão, torturado e assassinado por ter furtado temperos de uma fábrica da região.

 

O crime foi cometido por funcionários da empresa a mando do patrão. Câmeras de segurança registraram o momento em que Marcelo é “pego” pelos bandidos.

 

 

De acordo com a ocorrência, o dono da fábrica teria sido comunicado por comerciantes que Marcelo furtou cerca de 50 frascos de temperos e estava vendendo pela região com o preço de R$ 1,50 cada. Com a suspeita de estar sendo “roubado”, o empresário deu a ordem para os funcionários pegarem a “vítima”.

 

Foi quando seis funcionários da fábrica foram à casa de Marcelo, o sequestraram na frente da mãe idosa e o levaram arrastado pela rua já sendo espancado.

 

O crime foi comunicado à Delegacia de Polícia Civil que até essa sexta-feira (04) tratava o caso como sequestro. No entanto, um dos assassinos foi identificado, preso e confessou o crime, inclusive afirmando que Marcelo estava morte e o corpo enterrado na zona rural do município.

 

Na manhã dessa segunda-feira (7) outro envolvido foi preso, mas não foi divulgado o que o acusado disse em depoimento.

 

De acordo com o delegado Douglas Pedrosa, desde o sequestro no dia 2 até o corpo ser encontrado na noite de sexta-feira (04), a mãe de Marcelo ia todos os dias na delegacia ver se tinha alguma informação sobre o paradeiro do filho.

 

O corpo de Marcelo foi encontrado em estado de decomposição e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia, que vai determinar a causa clínica da morte.

 

Os investigadores querem descobrir de a “vítima” foi assassinada por espancamento ou se foi torturada e depois assassinada a tiros.

 

Até o momento dois envolvidos estão presos e os outros quatro já foram identificados.

 

“Se a vítima morreu em decorrência das agressões enquanto era torturada, os acusados vão responder pelo crime de tortura qualificado com resultado morte. Já se houve o crime de tortura e depois houve o crime de homicídio nós temos dois dolos, primeiro o dolo de torturar, com fim de obter uma confissão, e depois o dolo de matar, daí as penas seriam somadas”, explicou o delegado.


G5 NEWS.

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