Uma auditoria do Tribunal de
Contas do Estado (TCE-MT) identificou mais de 100 casos com indícios de
irregularidade na vacinação contra Covid-19. Entre eles, 27 seriam de pessoas
que constam como vacinadas com data após sua morte.
As ocorrências foram detectadas
em 22 municípios e as prefeituras têm 15 dias para apresentar justificativa ao
tribunal.
Para identificar as possíveis
fraudes, as esquipes de auditores fizeram um cruzamento de dados entre os CPFs
que constam no Sistema Nacional de Óbitos e as listas de vacinados.
O TCE quer saber se o CPF de
pessoas que, em tese fariam parte do grupo de prioritários, mas que já estão
mortas, foi usado por outros para furar a fila da vacina.
“Ainda estamos investigando e
trabalhamos com várias possibilidades, inclusive, de que não e trate de fraude
e sim de nomes homônimos. Contudo, caso seja confirmado o delito, vamos tomar
as necessárias para o cada caso”, disse o presidente do TCE, Guilherme Maluf em
entrevista ao Jornal Nacional da Rede Globo, nesta segunda (19).
Na reportagem, foi mostrado o
caso de Elvira Furlan, que faleceu ainda em 2020, e consta como vacinada no
município de Vera no dia 4 de março deste ano. A filha, Gicelda Furlan contou à
reportagem que a família está indignada com a possível fraude e pede
investigação para apurar se houve maquiagem nos dados.
Não é o primeiro caso de possível
falha na vacinação no estado. Ainda em abril, o Tribunal alertou 64 municípios
que estariam atrasados na vacinação e deu prazo para fosse apresentado um
cronograma de providências.
RDNEWS

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