2021/04/19

ALMT derruba veto de Mendes e corte de luz fica proibido em MT por três meses

 


Por maioria, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubou, nesta segunda-feira (19), o veto do governador Mauro Mendes (DEM) ao Projeto de Lei 160/2021, que prevê a proibição do corte de energia elétrica pelo prazo de três meses durante a pandemia de Covid-19. Na próxima sessão, o Legislativo deve votar uma medida que permite o parcelamento da conta durante o período da proibição do corte, sem juros e/ou correção monetária.

 

Ao vetar o PL, Mendes considerou que a proposta violava a competência legislativa por tratar de normas relativas à energia. O veto foi derrubado por 19 votos favoráveis e 2 votos contrários.

 

Entretanto, os parlamentares argumentaram que o Supremo Tribunal Federal (STF) já deliberou a proibição do corte para dois estados, Roraima e Paraná. O parecer da Comissão de Constituição, Redação e Justiça (CCRJ) foi pela derrubada do veto. O relator da CPI da Energisa, deputado Carlos Avalone (PSDB), citou a dificuldade financeira de empresários e das famílias mato-grossenses em meio à pandemia.

 

“A comissão da CPI da Energisa fez um encaminhamento para que nós fizéssemos a derrubada desse veto. A gente percebe a dificuldade que todos os empresários e principalmente a população tem para manter os pagamentos em dia. O voto foi favorável do STF, decidindo que o Estado tem autonomia para discutir essas questões de corte de energia. Esse é o encaminhamento que a comissão está pedindo”, explicou.

 

O primeiro secretário da Mesa Diretora, o deputado Eduardo Botelho (DEM), também se manifestou contrário ao veto. O parlamentar pediu para que o deputado Wilson Santos (PSDB) apresente um Projeto de Lei permitindo o parcelamento das faturas e isenção da cobrança de juros e correções monetárias durante a proibição do corte de energia. A proposta deve ser apresentada ainda nesta semana.

 

“O deputado Wilson Santos já disse que vai apresentar um projeto para que não haja juros e correção monetária nos parcelamentos, para que não haja nenhuma cobrança para as pessoas que não consigam pagar. Eles [Energisa] tem como parcelar isso sem juros e nós podemos já disciplinar isso, eu estou junto com o senhor”, pontuou Botelho.

 

Ao final da votação, o presidente da ALMT, o deputado Maxi Russi (PSB), declarou que o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), além do Ministério Público Estadual (MPMT), devem acompanhar o cumprimento da lei.
Hiper Noticias 

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