Cinco assassinatos, na mesma
região em Sinop (a 500 km de Cuiabá), foram ordenados, entre os meses de março
e maio, por lideranças da facção Comando Vermelho, que estão presos na
Penitenciária Central de Estado (PCE), o antigo Presídio Pascoal Ramos, na
Capital.
A organização criminosa foi
desarticulada pela Polícia Civil após a deflagração da Operação Plano Mortal, na
quarta-feira (19). Tiveram mandados cumpridos na PCE em Cuiabá, João Luís
Baranoski e Leonardo dos Santos Pires, identificados como líderes do grupo
criminoso na região de Sinop, onde foram presos Elton Rodrigues da Silva,
Hailton Viana de Paula, Natanael Silva Reis e Viner dos Santos Alves.
“Começamos a cruzar as
informações, fazer levantamentos, inclusive conseguimos verificar que essas
ordens partiram de dentro do presídio. Para a gente ver o quão danoso é um
celular dentro de uma penitenciária”, disse o delegado Carlos Eduardo Muniz dos
Santos, que esteve à frente das investigações.
Os crimes ocorreram tendo como
vítimas, Luiz Nei da Silva, Pablo Henrique Buenos Soares, João Marcos D Ávila
Câmara, Fabrício Cardoso Pereira e Dener Patrick Aparecido.
"Conseguimos verificar que
essas ordens partiram de dentro do presídio. Para a gente ver o quão danoso é
um celular dentro de uma penitenciária”, disse o delegado.
Ainda conforme o delegado, as
motivações dos assassinatos são várias.
“O envolvimento delas se dá de
diversas formas. Ou estão incluídas dentro da organização ou por alguma razão
eles receberam essa penalidade de morte, ou possuíam alguma dívida com a
organização, ou mesmo, são de facções rivais. Então, identificamos diversas
situações que levaram a esses casos”, afirma.
Operação
Deflagrada na manhã de
quarta-feira (19), a Polícia Civil de Sinop, com apoio da Gerência de Combate
ao Crime Organizado (GCCO), deu cumprimento a seis mandados de prisão, sendo
quatro em Sinop e dois na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, além de
10 mandados de busca e apreensão domiciliar e uma ordem de apreensão contra um
menor.
Segundo o delegado, dois dos
alvos identificados, que também seriam presos na operação, morreram nos últimos
dias em virtude do envolvimento em crimes.
"A operação é eminentemente
contra a facção criminosa que tem forte atuação na região e que no período de
dois meses foi responsável por cinco homicídios ocorridos em Sinop", disse
o delegado.
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