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| Foto: Secom/ALMT: Segurança e bem-estar animal são
regras previstas no Projeto de Lei de autoria do deputado Dilmar Dal Bosco |
A audiência requerida pela
Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia
Legislativa discutiu o PL 17/2019, de autoria do deputado estadual Dilmar Dal
Bosco (DEM) que “institui normas e critérios sobre a prática esportiva equestre
de forma a garantir o bem estar dos animais no âmbito do Estado de Mato Grosso”
determinando condições mínimas necessárias para segurança animal em
competições, durante os treinos e na manutenção continuada da saúde
veterinária.
O PL tem como objetivos básicos
salvaguardar o bem-estar dos animais nos eventos de concentração promovendo a
melhoria da qualidade do ambiente e garantindo condições de saúde, segurança e
bem-estar; assegurar e promover a prevenção, redução e eliminação da morbidade
e mortalidade decorrentes de zoonoses e agravos causados pelos animais.
Garantir ainda, educação sanitária, acesso à informação e a conscientização da
coletividade nas atividades envolvendo animais com objetivo de gerar
comprometimento da saúde pública e do meio ambiente.
“Trata-se de uma gama de regras e
condutas para garantir segurança e saúde para os animais e também para os
atletas praticantes de atividades esportivas equestres, bem como para as
pessoas que gostam e assistem estes eventos. Sabemos da importância social e
econômica destes esportes para o estado de Mato Grosso e queremos garantir sua
continuidade, mas respeitando regras e condutas pré-determinadas e com
segurança jurídica”, explicou o deputado estadual Valdir Barranco (PT),
vice-presidente da Comissão requerente desta audiência.
De acordo como o projeto de lei,
“são expressões artístico-culturais, passando a ser consideradas manifestações
de cultura estadual as provas de Rodeio; Vaquejada; Montarias; Provas de Laço;
Apartação; Bulldog; Provas de Rédeas; Três Tambores, Team Penning e Work
Penning; Paleteadas; e outras provas típicas como a Queima do Alho, concursos
de Berrante, apresentações folclóricas e de músicas de raiz.
O veterinário Cesar Fabiano
Vilela explicou que estes esportes são seguros.
“Estes eventos são fiscalizados
pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), pela
Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) e por
outras autoridades para garantir a segurança e a saúde animal. Há cuidados com
alimentação, ambientação, vacinação e medicação preventiva. São esportes
seguros, tradicionais em Mato Grosso e regulamentados por diversas associações.
Precisamos regulamentá-los através de Lei estadual e neste sentido parabenizo
esta Casa de Leis.”
Maria das Dores, da Associação
Voz Animal, de Cuiabá, se posicionou contrária aos esportes envolvendo animais.
“Disseram aqui que os animais são
considerados membros da família pelos praticantes destes esportes e de seus
donos, será? Eu não colocaria meu neto como um “bezerrinho” pra ser laçado
correndo o risco de ter o pescoço quebrado, por exemplo. Isso não é esporte.
Esporte é exercido por pessoas com vontade própria, não por animais que não
estão ali por opção humana. O Conselho Federal de Medicina Veterinária já se
colocou contrário a estas práticas. Ao contrário do que está sendo disto, estes
esportes não garantem bem-estar animal.”
“As imagens que vemos na Internet
mostram o sofrimento dos animais em diversas provas, como, por exemplo, nos Rodeios
onde os touros têm os testículos amarrados para que pulem durante as provas. Na
prova de Laço, animais de apenas três anos de idade são laçados no pescoço ao
correrem pela arena. Vai me dizer que isto não dói? Vamos sair daqui e testar
entre os humanos se dói ou não? Como vai ser diversão da família um esporte
onde o que se vê é o sofrimento animal?”, indagou a contadora Silvia, defensora
dos animais.
O deputado estadual Dilmar Dal
Bosco (DEM), autor do PL 17/2019 disse que “a audiência serve exatamente para
discutir o PL 17/2019, ouvir sugestões para melhorá-lo e só depois leva-lo À
apreciação e votação na Casa de Leis.”
“Queremos ouvir todas as partes
envolvidas: criadores, esportistas, veterinários, ONGs, Associações,
políticos... Enfim, todos podem e devem opinar. Podermos fazer um Substantivo
Integral com a participação de todos para garantir a continuidade das práticas
esportivas e garantir a segurança e o bem-estar animal. Agradeço a inciativa
dos deputados Valdir Barranco e Thiago Silva, da Comissão e Educação, por
trazerem esta discussão. O PL está na comissão aguardando parecer favorável
para ir à votação.”
“A partir do PL teremos regras
para regulamentar estes esportes. As audiências públicas existem para que a
sociedade participe das decisões e possa entender o trabalho legislativo. Esta
audiência contou a com a participação de vários deputados, talvez a maior
participação parlamentar desta casa. Muito obrigado aos deputados Nininho
(PSD), Valmir Moretto (PRB), Carlos Avallone (PSDB), Ullyses Moraes (DC), Faissal (PV) e Dilmar Dal Bosco (DEM)”,
concluiu Valdir Barranco (PT).
Robson Fraga

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