A reportagem de A Gazeta teve
acesso, por meio de interlocutores de parlamentares, ao texto integral da
proposta de lei. O projeto já foi recebido e lido em plenário, mas a tendência
é que só entre em pauta nas sessões que devem ser realizadas em janeiro, quando
os deputados, provavelmente, interromperão o recesso para votar a Lei
Orçamentária Anual (LOA) de 2019.
O projeto altera a Lei nº 7.860, de 19 de
dezembro de 2002, e cria a Secretaria de Articulação Institucional, que será
ligada à presidência. Até agora, a mensagem tramitou no sistema interno do
Parlamento, foi encaminhado à sessão e depois seguiu para a Secretaria de
Serviço Legislativo, onde deveria ter recebido um número para se tornar
público, o que ainda não ocorreu.
De acordo com o texto, a Secretaria de
Articulação Institucional terá um secretário, um supervisor, um coordenador,
dois gerentes e quatro assessores. Caso a lei seja aprovada, a pessoa que ficar
com o cargo mais alto receberá um salário de aproximadamente R$ 18 mil
mensais.
Ainda segundo a proposta, a Secretaria de
Articulação Institucional vai “assessorar e representar” o presidente da
Assembleia em diversas atividades. Também servirá para resolver problemas
internos e externos em assuntos em que a Mesa Diretora precisará de apoio.
Caso aprovada a criação da nova estrutura, a
Assembleia deve gastar R$ 105,7 mil a mais por mês, o que representa um custo
anual de R$ 1,2 milhão. Para reduzir os efeitos deste impacto, o projeto propõe
que sejam extintos seis cargos de assessores alocados na presidência, na Mesa
Diretora e na Secretaria Geral. Com isso, a economia seria de R$ 170,5 mil por
mês.
A reportagem tentou contato com a assessoria
de imprensa da Assembleia para comentar o assunto, mas até o momento nenhuma
resposta foi enviada.
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