| GCCO investiga possível sequestro |
A Santa Casa de Misericórdia de
Rondonópolis (distante 220km de Cuiabá) afirma que a gestante C.A.A., 36, nunca
fez qualquer acompanhamento na unidade hospitalar e também não tinha parto
marcado para o mês de fevereiro, no hospital. A mulher, que se diz vítima de um
sequestro seguido de um parto forçado, registrou boletim de ocorrência na noite
de terça-feira (14) em Cuiabá relatando que três pessoas deram sonífero para
ela há uma semana, a manteve em cárcere privado e ainda roubaram seu bebê.
De acordo com a assessoria da
Santa Casa, após o caso ganhar repercussão no Estado, foi buscado no sistema
registros da paciente tanto para agendamento de parto quanto de acompanhamento
anterior, mas não foi encontrado nenhum cadastro.
A assessoria informou ainda que
os agendamentos são feitos apenas na ala particular de convênio do hospital. Já
pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são atendias as gestantes prestes á dar a
luz, mesmo assim são feitos registros da paciente e do acompanhante. “Pelo SUS
as gestantes fazem o acompanhamento no posto de saúde e vão para a Santa Casa
apenas se houver alguma complicação ou se ela estiver prestes a ter o bebê”,
explica a assessoria.
A vítima C.A.A. alega que seu esposo
a deixou em frente ao hospital para atendimento médico, já que ela estava
grávida de nove meses. Ela conta que foi abordada por algumas pessoas que deram
água para ela beber. Após ingerir o liquido, a mulher se sentiu tonta e foi
levada para um lugar onde havia uma maca e outros produtos hospitalares. Ela
afirma que foi mantida em cativeiro por cerca de uma semana e que foi submetida
a um parto forçado e seu bebê foi raptado.
Ela foi abandonada perto da
Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá, onde conseguiu ligar para seu esposo
informando seu paradeiro. Ela registrou boletim de ocorrência do caso e disse
que não sabe como veio parar em Cuiabá.
A delegacia de Rondonópolis
também foi procurada e informou que nenhuma caso de desaparecimento de gestante
foi registrado nos últimos dias.
História fantasiosa
O caso está sendo investigado
pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) que informou que a mulher
desde a noite desta terça-feira (14) tem passado por exames médicos.
Ao HiperNotícias, o titular da
Gerência disse que possivelmente essa história seria uma fantasia criada pela
suposta vítima de sequestro. Inclusive, ela teria se negado a passar por exames
no Instituto Médico Legal (IML).
“Ontem ela resistiu a fazer o
exame de corpo de delito, porque só havia homens para realizar o procedimento.
Hoje cedo ela foi examinada e deve passar também por uma ultrasson”, explicou o
delegado Flavio Strigueta.
Segundo o delegado, ela deve ser
ouvida após a realização dos exames. Seu marido também deve ser ouvido em
breve. No entanto o delegado adiantou que a história apresenta pontos
desencontrados e que é possível que seja uma comunicação falsa de crime. “É uma
história um tanto fantasiosa, mas vamos apurar para ter certeza do que
ocorreu”, complementou.
Alan Cosme/HiperNoticias
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