| Mulher disse ter sido sequestrada de dentro da Santa Casa de Misericórdia |
Ela contou que um casal lhe ofereceu água em unidade médica
e que, depois, apagou
ma mulher identificada pelas iniciais de C.A.A., de 36 anos,
que estava grávida, acionou a Polícia Militar na noite desta terça-feira (14),
afirmando ter sido sequestrada e seu bebê, roubado. Ela foi encontrada na
Rodoviária do Bairro Coxipó, em Cuiabá.
De acordo com o boletim de ocorrência nº 2017.54272, a
vítima - que é moradora de Rondonópolis (212 km de Cuiabá) - estava com o
marido e a irmã na Rodoviária da Capital, onde relatou ter sido sequestrada no
dia 7 de fevereiro, de dentro da Santa Casa de Misericórdia da cidade.
Ela estaria com o parto marcado para aquele dia. Aos
policiais, disse que estava sozinha no hospital, quando uma mulher loira, de
boa aparência, se aproximou dela para puxar conversa.
A vítima diz que a mulher se identificou apenas como “Laura”
e perguntou sobre sua gestação, o sexo do bebê e se ela teria um parto normal
ou cesariana.
Neste momento, um casal que ela afirma também não conhecer -
e seria amigo de “Laura” - se aproximou e, após um tempo de conversa, teria
oferecido um copo de água.
C.A.A. contou que após ter tomado a água oferecida pela
pessoa desconhecida, começou a se sentir sonolenta. Ela diz que se recorda
apenas de ter dito para a Laura que não estava se sentindo bem.
Segundo a vítima, ela foi colocada deitada dentro de um Fiat
Doblô e que depois disso acordou em uma residência, cujo endereço desconhece.
Lá a grávida contou ter sido levada para dentro de um
quarto, onde foi colocada deitada em uma maca, ao redor da qual havia diversos
equipamentos médicos. Lá, conta ter sido induzida ao parto normal.
De acordo com o boletim de ocorrência, após o parto C.A.A.
contou que, sob ameaça de não lhe entregar a criança, foi obrigada a ligar para
o marido e dizer que teve complicações no parto, e que, por isso, seria
encaminhada para uma unidade hospitalar na Capital.
Segundo seu relato, ela passou o final de semana mantida
refém dos suspeitos dentro da casa e que foi abandonada na noite de ontem na
frente do supermercado Ford Atacadista, na Fernando Corrêa da Costa.
A mulher ainda disse que ligou para o marido e que, após ele
chegar em Cuiabá, acionaram a Polícia Militar.
A vítima então foi encaminhada para uma Unidade de Pronto
Atendimento (UPA), onde os médicos plantonistas disseram que não dariam nenhum
medicamento a mulher, pois qualquer intervenção poderia atrapalhar na perícia
para saber se de fato ela estava grávida.
Com isso, a mulher foi encaminhada para o Instituto Médico
Legal (IML), para realizar os exames periciais.
O caso será investigado pela Polícia Civil.
Midia News
JAD LARANJEIRA
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