Foi sancionada, no último mês de
janeiro, a Lei nº 10.509/2017, de autoria do deputado estadual Mauro Savi
(PSB), que torna obrigatório que as escolas, públicas ou privadas, notifiquem
os pais ou responsáveis de alunos quando acontecer a ausência do discente. A
norma já está em vigor e foi aprovada pelos envolvidos na temática.
Segundo o parlamentar, o objetivo
da lei é garantir segurança às crianças e aos adolescentes. Savi citou casos de
acidentes que aconteceram quando o aluno deveria estar em sala de aula.
Explicou que o pai ou o responsável se tranquiliza quando sabe que o filho está
na escola, mas pode ser surpreendido negativamente. “Queremos prevenir que
aconteça algo ruim, inclusive no caminho para a escola”.
O secretário-adjunto de Política
Educacional, da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer, Edinaldo
Gomes de Sousa, avalia como “uma iniciativa positiva, pois diminuirá a evasão
escolar”. O adjunto informa que tal medida já é cumprida parcialmente, pois,
atualmente, há uma orientação do Executivo de que os pais sejam comunicados,
por telefone, quando o aluno faltar pela terceira vez consecutiva.
Tendo em vista que a lei prevê
informação “imediatamente após a constatação” da falta do aluno, professor
Edinho – como é chamado – acredita que será necessário aumentar o número de
funcionários, pois a demanda aumentará e muito. Atualmente, a secretaria está
se reunindo com os coordenadores pedagógicos das escolas para verificar o que
precisa ser feito para aplicar completamente a lei.
Sobre evasão da aula dentro da
escola, o adjunto entende que isso não acontece, pois há, nas escolas
estaduais, além do vigilante nas saídas, o coordenador pedagógico e agentes de
pátio. O Estado mantém uma rede com mais de 404 mil estudantes, nos três níveis
da educação básica (infantil, fundamental e médio). A lei abrange alunos de 0 a
18 anos, imensa maioria do público do Estado na educação básica.
Jaqueline Nunes de Siqueira, mãe
de uma adolescente e madrinha de outros dois, aprova a medida. Mesmo acreditando
que, para si, a norma será um “acessório”, já que avalia que seus jovens não
‘cabulam’ aula, vê como uma “iniciativa interessante” para manter os alunos em
sala de aula. Jaqueline, todavia, reforça a necessidade de investimento, pois
“a escola lida com contextos muito diversos”, fazendo referência a casos de
estudantes de baixa renda em situação, inclusive, de violência e lembrando que
muitas das escolas públicas têm pouca estrutura física e humana.
O afilhado dela, Jorge Fernando
da Silva Sales, de 16 anos, estuda na Escola Estadual de Segundo Grau Júlio
Strubing Müller, e também gostou da nova lei. Fernando, como é chamado, diz que
não ‘cabula’ aula, mas tem colega que, ao chegar à porta da escola, não entra
nela. “Fala para a mãe que vai para a escola e acaba desviando o caminho. E a
mãe acha que o filho está na escola, mas ele está na rua fazendo alguma coisa
errada ou correndo risco”.
Confira a íntegra da Lei nº 10.509/2017 neste link.
Primeira Hora
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