O fim da investigação do caso da criança de dois anos,
Rhayron Christian da Silva Santos, que veio a óbito após beber um achocolatado
que foi envenenado pelo comerciante Adones José Negri, 61 anos, comprovou que a
empresa Itambé não teve nenhum envolvimento na morte do garoto. “Já foram
comercializadas mais de cinco milhões de unidades e não foram registradas
reclamações de nenhuma natureza”, cita a marca em nota enviada ao Olhar Direto.
A nota da empresa ressalta que “a Delegacia Especializada de
Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cuiabá efetuou a prisão de
duas pessoas acusadas de envenenar uma criança em Cuiabá. Desta forma, a
polícia esclarece o episódio e descarta qualquer problema de contaminação do
produto Itambezinho”.
Além disto, ressalta que desde o dia 25/05, data de
fabricação do lote em questão, já foram comercializadas mais de 5 milhões de
unidades e não foram registradas reclamações de nenhuma natureza. Por fim, a
empresa “lamenta o ocorrido, se solidariza com a dor da família e reforça seu
compromisso com os consumidores brasileiros ao entregar produtos da mais alta
qualidade”.
O caso
Cansado de ser vítima de furtos de um morador [Deuel] do
bairro Parque Cuiabá, o comerciante, Adones José Negri, teria inserido veneno
nos recipientes depois de perceber que o ladrão tinha uma predileção pela
bebida. Após realizar o furto das caixas de achocolatado, o assaltante revendeu
o material para o pai do menino, que ofertou a bebida a criança sem saber o que
se passava.
Ainda conforme apurado pela reportagem, o homem que vendeu o
achocolatado estava dormindo na Praça Ipiranga por medo de ser linchado no
bairro. No início das investigações, ele fugiu para a cidade de Alto Garças.
Porém, a pedido da família ele retornou à capital mato-grossense.
O caso chamou atenção na última semana, após o lote da
bebida, da marca Itambé, ter sido interditado pela Vigilância Sanitária do
Estado de Mato Grosso. Depois do anúncio da morte, que aconteceu na Policlínica
da capital, informou que tinha comprado cinco caixas do achocolatado de um
vizinho. Ela relatou que também passou mal, assim como um tio da criança.
Da Redação - Wesley Santiago
Olhar direto
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Todos os recados postados neste mural são de inteira responsabilidade do autor, os recados que não estiverem de acordo com as normas de éticas serão vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros.