Ministério da Agricultura do
Egito enviou dois veterinários ao Brasil para fazer a habilitação de novos
frigoríficos e renovar a habilitação de unidades que já exportam carne bovina
ao país árabe. Os profissionais começaram a trabalhar esta semana e ficam por
aqui até o final de setembro.
Segundo dados da Associação
Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o Egito ficou na
segunda posição entre os principais importadores de carne bovina do Brasil no
mês passado, com compras de US$ 57,8 milhões. No acumulado de janeiro a julho,
o país está na terceira colocação, com US$ 399 milhões em aquisições.
Ahmed Abdul Moaty e Abu El Hassam
Mahmoud El Aziz irão visitar 24 frigoríficos em Mato Grosso, Pará, Goiás, São
Paulo, Acre, Amapá, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Ontem, os veterinários se
encontraram com Nazareth Araújo, governadora em exercício do Acre. Eles
anunciaram a aprovação das instalações do Frigorífico Santo Afonso do Acre
(Frisacre) para exportar ao Egito. A expectativa é que a empresa comece a
vender carne ao país árabe a partir de outubro.
“A visita dura um dia. Eles olham
a documentação e visitam as instalações [do frigorífico]. Há duas coisas que
são focos da visita: o processo de abate halal e o processo de congelamento e
estocagem. Isso é muito importante. Eles acompanham desde a entrada do boi no
frigorífico até o processo de estocagem”, explica Bassim El Zoghbi, diretor do
setor halal da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras),
entidade que coordena a Central Islâmica Brasileira de Alimentos Halal
(Cibal-Halal).
No caso da carne bovina, a
certificação halal atesta que o animal foi abatido de acordo com a sharia, a
lei muçulmana. A certificação halal é obrigatória para que alimentos como carne
bovina e de frango possam ser exportados a países muçulmanos. A Cibal-Halal
coordena e acompanha a visita dos veterinários egípcios, já que a habilitação
que permite a venda da carne do Brasil ao país árabe é emitida em nome da
entidade.
“Eles (os veterinários) levam o
processo para o Egito, fazem um relatório e entregam para o governo, indicando
quais plantas estão habilitadas”, conta Zoghbi sobre o funcionamento do
processo. “Até hoje, somente uma ou duas (plantas) foram reprovadas”, diz.
De acordo com Zoghbi, o Egito
costuma mandar duas ou até mais missões por ano ao Brasil para novas
habilitações e renovações de habilitação nos frigoríficos nacionais.
Atualmente, o Brasil tem 132 plantas habilitadas para exportar carne bovina ao
Egito.
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Da redação, Canaã Notícias com
fontes do Agronotícias
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