2016/08/28

Delegado faz palestra explicando crimes de pedofilia e orienta pais sobre perigo

Delegado Bruno Barcelos
Bruno Barcellos é titular da Delegacia do Jardim Glória, em Várzea Grande
-E necessário tomar cuidado com as pessoas que entram em sua casa e com quem seus filhos andam”. A orientação é do delegado Bruno Barcellos, titular da Delegacia de Polícia Civil do Jardim Glória, em Várzea Grande. Ele foi um dos palestrantes sobre violência na infância durante a semana na sede da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB-MT).

Entre os assuntos tratados pelo policial aparece o tema pedofilia. O delegado confirmou que na maioria dos casos envolvendo violência sexual contra criança e adolescentes os autores são parentes, amigos vizinhos.

“Infelizmente o monstro se esconde dentro de casa na maioria das vezes. São pessoas próximas que cometem o crime contra a criança. E a criança acaba nem desconfiando ou muito menos denunciando, pois ela nem sabe o que está acontecendo”, frisou Barcellos.
 
Dado disponibilizado pela Polícia Civil de Mato Grosso mostra que, nos primeiros oito meses deste ano, cerca de 600 casos de violência contra criança foram registrados, ou seja, a cada dia pelo menos duas crianças são espancadas, aliciadas ou sofrem algum tipo de violência em casa, na escola, na rua ou na creche. Assistido por mais de 250, o delegado explicou durante a palestra que a pedofilia é um transtorno mental do indivíduo, que ele passa a ter um gosto, um prazer em realizar a questão sexual com criança. “Tem gente que fala que é uma doença, mas a maioria entende que não é doença. Acredito que seja uma fantasia e que ele sabe muito bem o que está fazendo”, disse o delegado.

Barcellos ainda comentou que os crimes sexuais contra crianças é um fenômeno que se arrasta na sociedade há muito tempo. “Mas acredito que a pedofilia é algo que sempre ocorreu. Hoje, a partir da CPI da Pedofilia, tivemos uma melhoria com alguns fatos típicos que estabeleceram crimes e sansões para esses indivíduos que praticam violência sexual contra crianças e adolescentes”.

Um dos casos que chamou atenção nesta semana foi um possível espancamento feito pelo pai que resultou na morte de seu filho de cinco anos, no bairro Doutro Fábio, em Cuiabá. A criança, segundo professores e vizinhos, sofria espancamento constantemente e, no sábado, ele acabou sendo medicado com dores no estômago e morreu no domingo. Segundo o médico legista, a criança tinha vários ferimentos no estômago.
Questionado sobre a internet ser um dos caminhos fáceis para pedófilos conseguirem suas vítimas, o delegado afirma que é necessário que os pais saibam onde seus filhos andam e com quem eles conversam via facebook, whatsApp e outros aplicativos.

“A rede social não é um problema, mas sim o que as pessoas fazem na rede. Por isso é necessário que os pais fiquem atentos sobre a amizade de seus filhos. É necessário tomar muito cuidado com quem está na sua casa, tomar cuidado onde os filhos entram, com quem se comunicam pela internet, com quem falam pelo whatsApp, facebook. Pois os crimes estão ocorrendo desta forma”, orientou.

A reportagem questionou o delegado sobre qual seria a idade certa para que os pais pudessem liberar a internet para seus filhos possam ter uma rede social , ele disse que depende principalmente de cada tipo de criação.

“Nós da Polícia Civil não podemos interferir na idade que a criança ou adolescente comece a usar a internet. Vai da criança de cada família. Cada um vai estabelecer a melhor conduta, porém acredito que estabelecer limites para os filhos seja conveniente e pedagógico, senão a pessoa nasce sem qualquer tipo de limite e isso não é bom” finalizou.

 delegado bruno barcelos
delegado bruno barcelos

Por: MAX AGUIAR

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