Fonte: Gustavo Nascimento l DC
Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES), nenhum caso foi registrado em Mato Grosso. Porém, as autoridades estão em alerta pela possibilidade da doença se disseminar no estado, por conta do alto número de mosquitos transmissores. Segundo o Ministério da Saúde, até agora, nenhuma das infecções foi contraída no país. Os pacientes vieram de regiões onde há circulação do vírus causador da doença. Onze casos foram identificados em São Paulo, três no Rio de Janeiro e um no centro-oeste, em Goiás. Conforme o Ministério, outros dois casos, de pessoas que vieram do exterior, estão sob investigação. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes albopictus, encontrado na zona rural, e também pelo conhecido Aedes aegypti. A denominação “Chikungunya” vem de um dialeto africano, que significa “aqueles que se dobram”, por conta das dores muito fortes nos joelhos, cotovelos e calcanhares. Os paciente também apresentam febre alta, vômito, dores de cabeça e mal estar, porém ao contrário da dengue, os sintomas podem durar meses ao invés de dias. A doença começa a se manifestar entre três a sete dias depois de o paciente ser picado. Contudo, se o paciente for novamente picado nos primeiros cinco dias dos sintomas, ele transmite o vírus para o mosquito, que pode retransmiti-lo a outras pessoas. De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica de Cuiabá, Elaine Zoccoli, o Ministério da Saúde realizou uma reunião com o estado e com alguns municípios polos para tratar do assunto. Ela explicou que orientações já foram repassadas para os hospitais de Cuiabá, que deverão relatar à vigilância caso pessoas que estiveram viajando apresentem os sintomas. Elaine afirmou que a prevenção é a mesma da dengue, e que a população deve erradicar focos do mosquito. O período de transmissibilidade dura de cinco a dez dias após o início dos sintomas. Não há vacina, apenas medicamentos para diminuir os sintomas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2004 o vírus chikungunya já foi identificado na Ásia, Europa, América Central e na África, que contabilizou a doença em 19 países. Porém, é no Caribe que se encontra o maior problema, inclusive no Haiti, onde há brasileiros em missão de paz e que envia imigrantes par Mato Grosso. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) confirmou que há um surto da doença na região. De dezembro de 2013 a maio de 2014 foram registrados mais de 60 mil casos, entre suspeitos e confirmados. Foram confirmados mais de 120 casos na Guiana Francesa, em 83 deles a transmissão aconteceu dentro do próprio país. Foto: Rep. Mutum News |
2014/07/10
Nova dengue" põe autoridades em alerta no Brasil
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